Publicado em 12/01/2026

O calendário oficial de feriados e pontos facultativos de 2026 no Acre, divulgado pelo governo do Estado no fim de dezembro por meio do Decreto nº 11.809, prevê 26 datas de folga ao longo do ano, entre feriados nacionais, estaduais e pontos facultativos. A quantidade e a concentração dessas datas em dias úteis acenderam um alerta no setor produtivo.
A Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agrícola do Acre (Acisa) manifestou preocupação com os impactos econômicos gerados pela paralisação frequente das atividades. Em entrevista ao ac24horas, a presidente da entidade, Patrícia Dossa, destacou que comércio e serviços são os segmentos mais prejudicados, por dependerem do funcionamento contínuo para garantir faturamento, empregos e arrecadação.
“A Acisa não se posiciona contra os feriados, mas chama atenção para o excesso de datas concentradas em dias úteis, que afetam diretamente a atividade econômica”, afirmou a dirigente.
De acordo com a associação, levantamentos de entidades nacionais do comércio apontam que feriados frequentes reduzem o fluxo de consumidores, elevam custos operacionais e dificultam o planejamento empresarial. No Acre, o impacto tende a ser ainda maior, já que a economia local é formada majoritariamente por micro e pequenas empresas, além do fato de muitos feriados serem acompanhados por pontos facultativos, prolongando a paralisação.
Entre os segmentos mais afetados estão o comércio de rua, lojas de vestuário e calçados, papelarias, materiais de construção, oficinas e pequenos prestadores de serviços. Por outro lado, áreas como turismo, hotelaria, bares e restaurantes podem registrar aumento pontual na demanda, embora isso não seja suficiente para compensar as perdas gerais da economia.
Para a Acisa, a discussão deve ir além de ser contra ou a favor dos feriados. “O debate precisa considerar equilíbrio, previsibilidade e análise prévia do impacto econômico. Cada dia sem atividade representa menos circulação de renda e mais dificuldades para o pequeno empresário”, reforçou Patrícia Dossa.
Como alternativa para reduzir os prejuízos, a entidade defende diálogo institucional com o poder público, divulgação antecipada dos calendários e a adoção de mecanismos de compensação negociada, buscando conciliar o descanso dos trabalhadores com a sustentabilidade das empresas. A Acisa afirmou ainda que está à disposição para contribuir tecnicamente com o debate e reafirmou seu compromisso com o fortalecimento da economia acreana.

