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quinta-feira, 9 de abril de 2026
O RIO BRANCO
Artigos do Narciso

Mostrou para que veio

Publicado em 09/04/2026

A janela partidária, no nosso país, por mais uma vez, mostrou a fragilidade do nosso sistema.

Nos EUA, 99% dos seus eleitores quando se dirigem as urnas para escolher os seus candidatos, ou mais precisamente, para votar, optam preferencialmente por candidatos de apenas dois partidos políticos, o democrata e/ou o republicano, e os 1% restante dirigem seus votos para os demais, mas nenhum deles com chance de chegar ao poder.  

Na Inglaterra, são três: O Labour Party, Partido Trabalhista e de centro esquerda, o Partido Conservador, Conservative Party, de centro direita e ambos  se alternam no poder. Em relação ao LibDems, Partido Liberal Democrata, de direita, por vezes, influi na escolha do seu chefe de governo, posto que, a chefia do seu Estado é sempre exercida por um rei ou uma rainha, isto em obediência a sua hierarquia monárquica.

A propósito, não como símbolo de perfeição, mas sim, de eficiência e oportunidade, trouxemos estes dois exemplos para demonstrar que não é a quantidade de partidos políticos, e sim suas qualidades e tradições, que fortalecem uma democracia.

No nosso país, infelizmente, além de abundantes os nossos partidos políticos nascem e morrem e numa freqüência tal, que impossibilita que a nossa democracia se fortaleça. No nosso prevalece o partido da moda e não aqueles que demonstram seus efetivos espíritos públicos.

Até trocar de sigla, uma forma enganosa de demonstrarem que estão dispostos a avançarem democraticamente, tornou-se uma prática bastante corriqueira. O PP e o União Brasil, dois nossos atuais partidos e detentores de consideráveis bancadas no nosso Congresso Nacional, por diversas vezes, já trocaram suas siglas. E o que se dizer do PSDB, ora em estado agonizante, se há pouco mais de uma dezena de anos além de ter presidido a nossa República, também havia elegido os governadores dos nossos principais Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais Paraná e Goiás, entre outros.  

Ora, se já chegamos a assistir a legalização de uma imoralidade como a que restou denominada de janela partidária e o estabelecimento das emendas parlamentares aos nossos orçamentos públicos, as duas mais efetivas e poderosas bases do nosso já bastante fortalecido mercado eleitoral, as nossas eleições passarão a depender dos oportunismos dos nossos trânsfugas partidários e dos recursos públicos que advém das referidas emendas, do fundo eleitoral e do fundo partidário.

Daí a pergunta que não pode calar: que são os beneficiários de tamanha dinheirama? Os presidentes dos partidos políticos, pois são eles que a distribui, e o faz favorecendo os atuais detentores de mandatos, àqueles que buscam suas reeleições, e aos candidatos novatos, migalhas.    

                                     

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