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Militares apontam lacunas na ligação entre tentativa de golpe e ataques no 8 de janeiro

Publicado em 08/06/2025

Ministro Alexandre de Moraes vota Pet 12.100 (Antonio Augusto/STF)

Representantes do Alto Comando rechaçam principal tese encampada pelo ministro Alexandre de Moraes

Relator do processo que investiga uma tentativa de golpe no país, o
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, trata os
ataques às sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF como
a materialização de uma tentativa de ruptura democrática gestada pelo expresidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

Durante as sessões do julgamento, Moraes fez diversas menções aos atos do 8
de janeiro de 2023, chamando os manifestantes de “golpistas” e ressaltando
os seus gritos de ordem por uma intervenção federal. “É bom lembrarmos que
nós tivemos uma tentativa de golpe violentíssimo”, disse o ministro-relator
enquanto passava um vídeo com imagens dos ataques na capital federal.

Peça-chave para a concretização de um golpe, os militares sempre rejeitaram a
tese do ministro e, mesmo com o avanço das investigações, mantêm essa
posição. Para importantes fardados que ocupam postos de destaque no
governo Lula, os ataques representam atos de destruição, vandalismo e
violência lastimáveis, mas não se configuram numa tentativa de quebra do
regime democrático.

Naquele domingo, ressaltam, os principais generais do Exército estavam de
férias e distantes de Brasília. Além disso, as investigações evidenciaram a
resistência do ex-comandante Marco Antônio Freire Gomes a aderir a
qualquer aventura proposta por Bolsonaro.

Ao tratar do assunto, militares de alta patente ressaltam que já há fatos
concretos apurados, entre as quais o monitoramento indevido de autoridades
por parte de um grupo de oficias e também da Agência Brasileira de
Inteligência. Falta, porém, estabelecer uma ligação entre as discussões
mantidas após as eleições – quando Bolsonaro propôs soluções como a
decretação de Estado de Sítio e de Garantia da Lei e da Ordem – e os ataques
na Praça dos Três Poderes.

Para um importante general, ainda não está estabelecido o “link” entre a
depredação em Brasília com as tratativas golpistas ensaiadas por Bolsonaro.
“Temos uma lista de erros cometidos no 8 de janeiro, e isso é um dado
concreto. Mas ainda não se conseguiu descobrir uma vinculação com os fatos
depois da eleição e esses ataques”, afirma.

Um outro diagnóstico é dado com mais ênfase: “O 8 de janeiro foi um absurdo
e um erro que favoreceram o governo”. A avaliação, é claro, jamais será dita
em público.

*Com informações da VEJA

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