27.6 C
Rio Branco
domingo, 12 de abril de 2026
O RIO BRANCO
AcreGeral

Militares apontam lacunas na ligação entre tentativa de golpe e ataques no 8 de janeiro

Publicado em 08/06/2025

Ministro Alexandre de Moraes vota Pet 12.100 (Antonio Augusto/STF)

Representantes do Alto Comando rechaçam principal tese encampada pelo ministro Alexandre de Moraes

Relator do processo que investiga uma tentativa de golpe no país, o
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, trata os
ataques às sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF como
a materialização de uma tentativa de ruptura democrática gestada pelo expresidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

Durante as sessões do julgamento, Moraes fez diversas menções aos atos do 8
de janeiro de 2023, chamando os manifestantes de “golpistas” e ressaltando
os seus gritos de ordem por uma intervenção federal. “É bom lembrarmos que
nós tivemos uma tentativa de golpe violentíssimo”, disse o ministro-relator
enquanto passava um vídeo com imagens dos ataques na capital federal.

Peça-chave para a concretização de um golpe, os militares sempre rejeitaram a
tese do ministro e, mesmo com o avanço das investigações, mantêm essa
posição. Para importantes fardados que ocupam postos de destaque no
governo Lula, os ataques representam atos de destruição, vandalismo e
violência lastimáveis, mas não se configuram numa tentativa de quebra do
regime democrático.

Naquele domingo, ressaltam, os principais generais do Exército estavam de
férias e distantes de Brasília. Além disso, as investigações evidenciaram a
resistência do ex-comandante Marco Antônio Freire Gomes a aderir a
qualquer aventura proposta por Bolsonaro.

Ao tratar do assunto, militares de alta patente ressaltam que já há fatos
concretos apurados, entre as quais o monitoramento indevido de autoridades
por parte de um grupo de oficias e também da Agência Brasileira de
Inteligência. Falta, porém, estabelecer uma ligação entre as discussões
mantidas após as eleições – quando Bolsonaro propôs soluções como a
decretação de Estado de Sítio e de Garantia da Lei e da Ordem – e os ataques
na Praça dos Três Poderes.

Para um importante general, ainda não está estabelecido o “link” entre a
depredação em Brasília com as tratativas golpistas ensaiadas por Bolsonaro.
“Temos uma lista de erros cometidos no 8 de janeiro, e isso é um dado
concreto. Mas ainda não se conseguiu descobrir uma vinculação com os fatos
depois da eleição e esses ataques”, afirma.

Um outro diagnóstico é dado com mais ênfase: “O 8 de janeiro foi um absurdo
e um erro que favoreceram o governo”. A avaliação, é claro, jamais será dita
em público.

*Com informações da VEJA

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Incêndio em subestação provoca apagão na madrugada em todas as regiões

Redacao

Governo do Estado e Tribunal de Justiça avançam na implantação do Projeto Apac no Acre para reintegração social

Marcio Nunes

Eleições 2024: TSE atesta integridade do sistema eleitoral no 2º turno

Raimundo Souza

No GCF, Acre reforçará protagonismo em REDD+ Jurisdicional com consultas rumo ao padrão de excelência ambiental

Raimundo Souza

Servidor do Sistema Público de Comunicação conquista 1º lugar em concurso de fotografias natalinas

Raimundo Souza

Por causa da lei eleitoral, casas do 1001 Dignidades serão entregues à comunidade após as eleições

Jamile Romano