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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
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Esportes

Lucas Pinheiro cai na primeira descida e fica sem medalha no slalom

Publicado em 16/02/2026

Lucas Pinheiro Braathen, do Brasil, cai na primeira descida no slalom do esqui alpino nos Jogos de Inverno
Imagem: REUTERS/Gintare Karpaviciute

Do UOL, em São Paulo

Lucas Pinheiro Braathen está fora da disputa por medalha no slalom do esqui alpino
nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. O brasileiro — ouro no slalom gigante
no último sábado — sofreu uma queda na primeira descida no Centro de Esqui Stelvio e
não concluiu o percurso.

O que aconteceu

Lucas foi o sexto a se apresentar e estava com uma parcial superior à do líder,
mas sofreu a queda no último terço do percurso. O norueguês Atle Lie McGrath foi o
mais rápido da primeira descida, com 56s14.

Como não completou a primeira descida, o brasileiro não tem mais chance de
medalha na segunda descida. O pódio é formado após a soma dos tempos das duas
apresentações dos atletas.

Pinheiro não foi o único a escorregar. Entre os 96 atletas na disputa, 50 atletas não
conseguiram concluir o percurso. Estava nevando forte no momento da competição.

O único dos três brasileiros a completar a prova foi Giovanni Ontaro. Ele
terminou na 27ª colocação após a segunda descida, com um tempo total de
2min06s87, o melhor resultado de um brasileiro na história do slalom. Além de Lucas
Pinheiro, Chrstian Oliveira Soevik também caiu na primeira descida.

O norueguês McGrath falhou na segunda descida e perdeu o ouro. O pódio foi
formado por Loic Meillard (SUI), Fabio Gstrein (AUT) e Henrik Kristoffersen (NOR).

Quem é Lucas Pinheiro

Filho de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas nasceu em Oslo (NOR) e passava
férias no Brasil durante a infância. O atleta completará 26 anos no dia 19 de abril.

O esportista foi alfabetizado tanto em norueguês quanto em português: “Minha
mãe me ensinou português em casa mesmo e assim que comecei na escolinha na
Noruega, falava metade norueguês e metade português – e ninguém estava
entendendo! Estava uma bagunça mesmo”, contou ao Olympics.com no ano passado.

Começou no esqui aos nove anos, incentivado pelo pai e virou especialista no
slalom e slalom gigante. Conquistou sua primeira medalha em etapas de Copa do
Mundo em Sölden, na Áustria, na temporada 2020/2021, quando tinha 20 anos.

Defendeu a Noruega até meados de 2023, quando teve um descontentamento
com a confederação local por patrocínios, chegou a se aposentar e depois
passou a representar o Brasil. Ele se tornou o primeiro medalhista da América do Sul
na história dos Jogos de Inverno.

Lucas namorada a atriz Isadora Cruz, que está no ar na novela das 19h da Globo e
já participou de outras produções da emissora. O casal assumiu o relacionamento em
junho de 2025. Eles se conheceram durante uma viagem da atriz a Nova York, Estados
Unidos.

Foi porta-bandeira

Lucas Braathen durante Cerimônia de Abertura dos Jogos de Inverno Milão-Cortina
Imagem: Gabriel Heusi/COB

Ao lado de Nicole Silveira, do skeleton, Lucas foi o porta-bandeira do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2026. No desfile em Milão, fez questão de mostrar o desenho da bandeira que havia por dentro do casaco da delegação.

“Eu quero sair desses Jogos como uma fonte de inspiração. Quero que as pessoas aí em casa, assistindo, vendo nossas cores nos Jogos Olímpicos de Inverno, realmente entendam que tudo é possível. Não importa de onde você seja, suas roupas, seu sotaque. O que importa é o que há por dentro”, afirmou, na Casa Brasil.

Virou xodó.

Lucas Pinheiro Braathen, do esqui alpino, durante os Jogos de Olímpicos de Inverno 2026
Imagem: Christian Petersen/Getty Images.

Antes mesmo do pódio nas Olimpíadas, Lucas Pinheiro já havia virado xodó da torcida brasileira e viu uma “invasão” ao circuito. Na primeira competição, na Áustria, ele atendia fãs quando foi presenteado por uma família brasileira.

“Tive brigadeiro, teve o pessoal que levou pão de queijo, trouxe lá na montanha. É claro que foi rápido [a aceitação] logo na primeira competição, né?!”, contou Lucas ao podcast do “Olympics”.

Desde então, passou a ser comum bandeiras verdes e amarelas nas arquibancadas de provas do circuito. Com a aproximação dos Jogos de Inverno, a torcida e o carinho pelo esquiador aumentaram ainda mais. As famosas danças após os pódios, marca registrada dele, o aproximaram ainda mais do povo brasileiro.

 

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