23.3 C
Rio Branco
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
O RIO BRANCO
Política

Licença da Foz do Amazonas deve destravar corrida por petróleo na margem equatorial

Publicado em 21/10/2025

Parque Nacional do Cabo Orange durante a maré baixa, no estado do Amapá; área de conservaçãofica na costa da região em que a Petrobras quer explorar petróleo – Lalo de Almeida – 24.jul.24/Folhapress

  • Ibama tem hoje pedidos para poços em 8 concessões da bacia

  • Autorização para pesquisa no bloco 59 não é garantia de sucesso; se achar petróleo economicamente viável, estatal vai precisar de nova licença para produção

Nicola Pamplona da Folha de São Paulo
Rio de Janeiro

A concessão de licença para a perfuração do primeiro poço em águas profundas na bacia Foz do Amazonas deve destravar uma corrida de petroleiras por reservas na região. A expectativa é que as próximas licenças sejam mais rápidas do que a primeira.

Há hoje 28 concessões exploratórias ativas na bacia, que é considerada pelo setor a principal aposta para a renovação das reservas brasileiras após o esgotamento do pré-sal, previsto para o início da próxima década.

Destas, 19 foram arrematadas em leilão da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) realizado em junho, já sob a expectativa de que a licença do bloco 59 seria liberada em algum momento este ano.

Os investidores aguardam com grande expectativa os próximos passos da Petrobras e os primeiros resultados do poço para definir os investimentos. Há hoje pedidos no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) para licenciar poços em mais oito concessões na bacia.

“Esta licença é uma medida positiva para que o país possa confirmar a existência de petróleo e gás natural na região e sua viabilidade econômica”, afirmou, em nota, o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás), que reúne as grandes petroleiras com operações no país.

A autorização para que a Petrobras perfure o poço não é garantia de sucesso. No setor de petróleo, é corrente a ideia de que, mesmo com as melhores pesquisas prévias, a confirmação da existência de reservas só ocorre após a perfuração.

Na bacia de Campos, primeira grande província produtora do país, por exemplo, a primeira descoberta só ocorreu no nono poço exploratório. E, mesmo após a descoberta, ainda são necessários estudos adicionais para avaliar se as reservas são viáveis do ponto de vista econômico.

A Petrobras disse que a perfuração do poço Morpho, que recebeu a licença nesta segunda-feira (20), deve durar cinco meses. Se encontrar indícios de petróleo ou gás natural, a estatal é obrigada a informar imediatamente a ANP.

Num cronograma natural da exploração, a petroleira costuma furar outros poços, chamados de poços de avaliação para depois, se confirmada a descoberta, declarar comercialidade da área ao órgão regulador. Nesse momento, ela se compromete a investir para extrair o petróleo ou gás.

“A produção de petróleo e a industrialização que ela induz são fatores imprescindíveis para que o Brasil mantenha o atual ritmo de criação de empregos de alta qualificação e remuneração”, defende o presidente-executivo da Abespetro (Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo), Telmo Ghiorzi.

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Lula dá bronca em sindicalistas da Educação: “Não há razão” para greve

Jamile Romano

Socorro Neri defende mesma carga horária para todos estudantes do ensino médio 

Marcio Nunes

Julgamento que pode cassar Moro começa nesta segunda no TRE e deve durar até três sessões

Jamile Romano

Trump assume hoje pela segunda vez a presidência dos Estados Unidos

Jamile Romano

Queremos construir a solução com o governo, diz Hugo Motta sobre IOF

Marcio Nunes

Petecão assegura pavimentação de ruas em Porto Acre com investimento de R$ 1,4 milhão

Marcio Nunes