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Lenda viva! Jerusa Geber, do Acre, se torna a maior medalhista brasileira em Mundiais de Atletismo Paralímpico

Publicado em 05/10/2025

O atletismo paralímpico brasileiro viu a história ser reescrita neste domingo (5), no Mundial de Nova Déli, Índia. A velocista Jerusa Geber conquistou a medalha de ouro nos 200 metros (classe T11) e, com isso, alcançou a impressionante marca de 13 pódios na competição, tornando-se a maior medalhista da história do Brasil em Campeonatos Mundiais de Atletismo Paralímpico.

A atleta do Acre, de 41 anos, superou o recorde anterior da lenda Terezinha Guilhermina, que acumulava 12 medalhas. O feito foi selado com uma performance impecável na final dos 200m T11, onde Jerusa registrou seu melhor tempo na temporada: 24s88.

O pódio da prova ainda reservou mais motivos para a celebração nacional, com a brasileira Thalita Simplício conquistando o bronze (25s97), garantindo uma dobradinha verde e amarela. A prata ficou com a chinesa Liu Yiming (25s54). O ouro nos 200m, somado ao título nos 100m, permitiu a Jerusa repetir o “dobro ouro” que ela já havia conquistado nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024.

Chuva de Medalhas no Último Dia

O domingo foi de brilho intenso para a delegação brasileira, que conquistou outras quatro medalhas.

  • Zileide Cassiano subiu ao topo do pódio com o ouro no salto em distância T20, após um salto de 5,88 metros logo em sua primeira tentativa. A compatriota Jardênia Félix Barbosa terminou a prova na quinta colocação.
  • Em uma estreia inesquecível, Clara Daniele levou o ouro nos 200m T12, herdando o título após a desclassificação da venezuelana Alejandra Paola Lopez por infração do seu atleta-guia. Clara havia cruzado a linha em segundo, com sua melhor marca na temporada, 24s42.
  • Maria Clara Augusto assegurou a prata nos 200m T47, completando sua coleção de três pódios no Mundial (ouro nos 400m e prata nos 100m), consolidando-se como a brasileira com mais medalhas nesta edição do evento.
  • Nos lançamentos, o catarinense Edenilson Floriani garantiu o bronze no arremesso de peso F42/F63 com a marca de 14,96m, estabelecendo um novo recorde das Américas e faturando seu segundo bronze no Mundial.

Outros atletas também tiveram um desempenho notável, com Wallison Fortes (200m T64) e Aser Ramos (salto em distância T36) terminando em quinto em suas respectivas finais, e Alan Fonteles (400m T62) ficando em quarto lugar.

A performance histórica de Jerusa Geber e as diversas conquistas do último dia contribuíram para uma campanha memorável do Brasil no Mundial de Nova Déli.

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