Publicado em 17/02/2026
Imagem: (TJAC)
A Justiça do Acre determinou a prisão de quatro jogadores do Vasco da Gama (AC) sob a acusação de estupro coletivo contra duas mulheres. A decisão judicial ocorre em um momento crítico para o clube, que se prepara para seu principal compromisso esportivo do primeiro trimestre. O magistrado responsável pelo caso fundamentou a medida na necessidade de preservar a investigação e evitar o risco de fuga dos suspeitos.
Status dos Envolvidos e Procedimentos Judiciais
Até o momento, a situação jurídica dos atletas apresenta-se da seguinte forma:
| Investigado | Status Jurídico | Situação Atual |
| Atacante | Prisão Preventiva | Detido em flagrante; mantido após audiência de custódia. |
| Outros 3 atletas | Prisão Temporária (30 dias) | Foragidos; procurados pela polícia. |
O processo tramita sob sigilo na Vara Estadual das Garantias. De acordo com os autos, as diligências buscam a individualização das condutas, o que permitirá identificar a participação específica de cada jogador mediante reconhecimento pessoal realizado pelas vítimas.
Detalhes do Inquérito e Argumentação da Defesa
Os relatos que sustentam a investigação apontam que uma das mulheres estaria em estado de vulnerabilidade devido ao consumo de álcool no momento do crime. A segunda vítima relatou abusos sucessivos cometidos por múltiplos agressores. Embora a defesa sustente a tese de que as relações sexuais foram consensuais, o juiz considerou que tais alegações são incompatíveis com os laudos de lesões corporais e o abalo psicológico apresentados pelas denunciantes.
O crime de estupro coletivo é tipificado como hediondo pela legislação brasileira. Em nota, os advogados dos atletas informaram que pretendem impetrar recursos para revogar as ordens de prisão, buscando garantir que os jogadores respondam ao processo em liberdade.

