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Política

Janja diz que não desfilou para evitar perseguição a quem ‘mais ama na vida’

Publicado em 16/02/2026

O presidente Lula com a primeira-dama Janja e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, na primeira noite do desfile do grupo Especial na Sapucaí, no Rio de Janeiro – Dilson Silva/AgNews

  • Primeira-dama tomou a decisão na semana passada, mas manteve segredo para não desestimular a escola de samba que o homenageava

  • Ministros do governo temiam desgaste jurídico e político

Por Mônica Bergamo | Folha de São Paulo

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirma que decidiu não desfilar em carro alegórico no Sambódromo no domingo (15) para evitar que Lula e a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que o homenageava, sofressem perseguição.

Em vez disso, ela assistiu à passagem da agremiação ao lado do marido, no camarote da prefeitura do Rio de Janeiro. E foi substituída no carro por Fafá de Belém.

Em um texto enviado à coluna, a assessoria dela afirmou que, “mesmo com toda segurança jurídica de que a primeira-dama, Janja Lula da Silva, poderia desfilar, diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula por receber uma das maiores honrarias que um brasileiro pode ter, que é ser homenageado por uma Escola de Samba, Janja optou por não desfilar para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida”.

A semana que antecedeu o desfile foi de intensa pressão sobre o governo e a primeira-dama por causa da homenagem.

A oposição recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para impedir que a escola saísse na avenida, alegando que se tratava de propaganda eleitoral antecipada.

Os magistrados negaram a liminar, mas alertaram que “eventuais ilícitos” seriam apurados “posteriormente”. A presidente do tribunal, Cármen Lúcia, chegou a afirmar que a festa do Carnaval não pode ser “fresta” para crimes eleitorais e que haveria um “risco muito concreto, plausível, de que venha acontecer algum ilícito” no caso, o que seria analisado pela Justiça Eleitoral.

A presença de Janja na avenida dividiu até mesmo aliados de Lula. Ministros do governo pressionaram a primeira-dama para desistir de subir em um carro alegórico. Integrantes do governo e deputados do PT que são candidatos foram orientados a ficar longe da celebração.

A decisão de Janja de não desfilar na avenida foi tomada na quinta (12). A primeira-dama, no entanto, não quis divulgá-la para não desestimular os sambistas da Acadêmicos de Niterói, que manifestavam forte desejo de que ela os acompanhasse no desfile.

Na mesma nota à coluna, Janja elogia a agremiação.

“Durante a concentração, [a primeira-dama] desceu para apoiar a Acadêmicos de Niterói, essa Escola de Samba que foi extremamente corajosa em enfrentar tudo e todos para levar esse enredo e esse desfile para a avenida, e depois subiu para assistir a homenagem ao lado do presidente Lula. Essa noite foi uma noite de celebração à cultura brasileira, ao presidente Lula e ao maior espetáculo da terra, que é o desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro”, diz o texto.

 

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