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Iapen apresenta avanços da Justiça Restaurativa no sistema prisional acreano durante 1º encontro estadual

Publicado em 25/10/2025

Instituto destacou ações desenvolvidas na unidade feminina de Rio Branco e formação de servidores para aplicação das práticas restaurativas. Foto: Antonio Moura/Iapen

O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) esteve presente no 1º Encontro Estadual de Justiça Restaurativa, realizado na sexta-feira, 24, pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), na Escola do Poder Judiciário (Esjud). O evento reuniu representantes de diversas instituições para discutir a expansão e o fortalecimento das práticas restaurativas no estado.

A Justiça Restaurativa propõe uma nova forma de compreender e lidar com o conflito, baseada no diálogo, na responsabilização e na reparação de danos. No sistema prisional, ela se torna uma ferramenta essencial para reintegrar pessoas privadas de liberdade, promover relações mais humanas e fortalecer o compromisso com uma justiça voltada à reconstrução de vidas.

Em uma das mesas temáticas, representantes do Iapen compartilharam experiências e resultados obtidos com a implantação da Justiça Restaurativa nas unidades prisionais, especialmente na unidade feminina de Rio Branco.

A assistente social Tânia Filgueiras, do Núcleo Social da Divisão de Monitoramento Eletrônico (DME), destacou o percurso do Instituto na implementação da política, ressaltando a importância da formação continuada dos servidores e da integração entre os diferentes setores do sistema prisional.

“Hoje nós vamos falar um pouco sobre como está a situação da implantação da Justiça Restaurativa aqui no Acre, no caso no Iapen. Vamos fazer um retrospecto sobre a aplicação e implementação da JR em nível de pena justa, o que a Senappen tem feito nesse sentido, e finalizar abordando como está essa questão no nosso estado”, explica Tânia.

Tânia Filgueiras, assistente social do Núcleo Social da Divisão de Monitoramento Eletrônico (DME). Foto: Diogo José/Iapen

Segundo ela, 23 servidores do Iapen já foram capacitados em Justiça Restaurativa, entre eles, policiais penais, técnicos e servidores administrativos. Essa formação tem permitido o desenvolvimento de círculos de construção de paz, que fortalecem o diálogo e a resolução pacífica de conflitos dentro das unidades prisionais.

“Atualmente, já existem grupos e círculos de paz na unidade feminina, e no próximo mês será realizado um círculo voltado a policiais penais recém-chegados, conduzido por outros servidores da casa. Essa troca de experiências é fundamental para fortalecer a cultura restaurativa no Instituto”, completa.

A diretora da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, Jamilia Silva, também participou da mesa e apresentou resultados concretos da aplicação das práticas restaurativas junto às reeducandas.

Jamilia Silva, diretora da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco. Foto: Diogo José/Iapen

“Foram capacitados sete policiais penais e cerca de 30 detentas participaram diretamente das atividades. Já implantamos os círculos de paz na unidade feminina, e o próximo passo é expandir a formação para novas servidoras, garantindo a continuidade desse trabalho transformador”, afirma.

[Agência de Notícias do Acre]

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