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Guida Aquino critica governo e diz que Acre está “deixando passar” hospital universitário

Publicado em 25/02/2026

A reitora da Universidade Federal do Acre (Ufac), Guida Aquino, fez críticas ao governo do Estado ao comentar o impasse envolvendo a implantação do hospital universitário da instituição. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (25), durante agenda do ministro da Educação no campus, em Rio Branco.

Em tom firme, a reitora afirmou que o Acre está perdendo uma oportunidade histórica ao não viabilizar a doação de uma unidade hospitalar para que o projeto avance com recursos federais já reservados.

“O meu pai dizia que o cavalo selado só passa uma vez. O Acre está deixando passar esse cavalo selado. Não é a Universidade Federal do Acre que está deixando passar, mas infelizmente é o governo do Estado que está deixando passar”, declarou.

Recursos disponíveis e impasse

O hospital universitário da Ufac é o único entre os estados brasileiros que ainda não foi implantado. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, desde 2023 existe o compromisso do governador Gladson Cameli de doar um hospital estadual para que o Ministério da Educação realize as reformas e adequações necessárias.

De acordo com o ministro, R$ 50 milhões já estão previstos no novo PAC para custear melhorias estruturais, compra de equipamentos e adaptação da unidade. O recurso, no entanto, depende de uma definição formal do governo estadual.

“A gente colocou 50 milhões disponíveis do PAC para fazer as melhorias, as reformas, compra de equipamentos para o hospital funcionar. Esse dinheiro está lá guardado”, afirmou.

Camilo explicou que a construção de um hospital do zero demandaria investimento estimado entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões, além de um prazo maior de execução. Por isso, a estratégia adotada foi replicar modelos de outros estados, onde governos locais doaram unidades já existentes para transformação em hospitais universitários.

Segundo ele, o MEC aguarda a formalização da doação para dar andamento ao projeto e não descarta discutir alternativas caso o impasse persista. O ministro também destacou que a orientação do governo federal é garantir ao menos um hospital universitário em cada estado.

Impacto social e acadêmico

Para a reitora, a indefinição compromete não apenas a formação acadêmica, mas também a ampliação do atendimento em saúde no estado. Ela ressaltou que a unidade teria papel estratégico na formação de estudantes de medicina e de outras áreas da saúde, além de reforçar o atendimento de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Guida citou ainda que a implantação do hospital poderia reduzir filas de tratamento fora de domicílio e beneficiar moradores de municípios isolados, como Jordão, Santa Rosa do Purus, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter.

A fala foi acompanhada por autoridades e membros da comunidade acadêmica, e parte do público reagiu com aplausos. A universidade aguarda agora uma definição do governo estadual para que o projeto possa avançar.

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