Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, recebe cheque de premiação da Libertadores do presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez
Imagem: ERNESTO BENAVIDES/AFP
Por Igor SiqueiraDo UOL, no Rio de Janeiro
Quando o presidente Luiz Eduardo Baptista subiu ao pódio, após a final da Copa Libertadores em Lima, e, sozinho, recebeu um grande cheque de US$ 24 milhões do presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, o Flamengo ficou mais perto de uma marca histórica: o segundo bilhão de receitas nesta temporada.
Pela vitória na final sobre o Palmeiras, o rubro-negro soma R$ 128 milhões de premiação.
Contando com a final, o Flamengo arrecadou US$ 33 milhões (R$ 178 milhões) em cotas por toda a campanha sul-americana.
Isso ainda leva o time a participar do Intercontinental da Fifa, que vai representar mais uma bolada.
E também aumenta a conta o que vai pode pelo iminente título do Brasileirão, que pode ser conquistado já na próxima quarta-feira.
Na atualização orçamentária mais recente, feita antes da final da Libertadores, a diretoria já tinha projetado R$ 1,85 bilhão de receita bruta na temporada.
Se essa estimativa fosse confirmada, já seria a maior arrecadação da história do clube. Agora, a perspectiva é de mais.
Até 30 de setembro, a arrecadação bruta do Flamengo estava em R$ 1,35 bilhão.
A vitória continental também ajuda o Flamengo a se desgarrar mais um pouco da concorrência financeira do Palmeiras — que já tinha ultrapassado a barreira do bilhão em 2024 pelas vendas de jogadores e, em 2025, chegou uma fase mais longe no Mundial de Clubes.
As receitas do Flamengo avançaram também em outras frentes neste ano. O clube firmou com a Betano o maior patrocínio master do futebol brasileiro — na casa dos R$ 250 milhões anuais —, evoluiu na rentabilidade com o Maracanã e vê os títulos ativarem gatilhos para bônus em outros contratos, como o da Adidas.
Com esse círculo virtuoso de vitórias e dinheiro, o Flamengo permanece no topo da pirâmide do futebol brasileiro e continental.

