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Fanatismo

Publicado em 15/04/2024

O fanatismo é alimentado por um sistema de crenças que nos empurra para os extremos

         Se a virtude nunca é encontrada nos extremos, somente no meio, nada tem sido mais preocupante para o nosso país do que assistirmos a polarização política, cada vez mais crescente e prejudicial que emergiu notadamente nas nossas eleições presidenciais de 2018 e avançou até às eleições de 2022 e ao que tudo nos faz crer, ainda se vai até as eleições de 2026.

          Quando o dramaturgo Bertolt Brecht disse que “miserável é a nação que precisa de heróis”, muito providencialmente cuidou de acrescentar: “os verdadeiros heróis são, em verdade, os cidadãos que os enxergam”. A propósito, mundo afora e entre nós brasileiros, muitos dos nossos representantes políticos já chegaram a se imaginar, ainda em vida, que já haviam feito o bastante para ser elevado à condição de herói, pior ainda, sem sequer observar que os seus próprios pés são de barro.

          Todos àqueles que os tenho na conta de herói já morreram, e pela simples razão: nada mais arriscado do que em vida, considerar que alguém já tenha feito por merecer tão singular denominação.

        Nada contra àqueles que politicamente encontram-se alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, menos ainda, contra àqueles que apóiam o atual presidente Lula, conquanto suas preferências não estejam contaminadas pelo fanatismo, posto que, quem se deixa levar por este condenável comportamento não consegue discutir com base na razão, sim e tão somente, nas suas inconseqüentes emoções.

      A polarização pessoal, como a que se encontra estabelecida no nosso país jamais produzirá os resultados que a boa política poderia produzir. Em todo e qualquer regime, particularmente, nas democracias, o maior dos seus erros políticos, foi e sempre será, a infrutífera busca pelo chamado salvador da pátria.

      Independente da minha pouca ou nenhuma influência política  continuarei me opondo ao personalismo da nossa atividade política, de um lado os lulistas e do outro, os bolsonaristas.

     Enquanto isto as instituições que deveriam fortalecer a nossa democracia, nossos partidos políticos, não esboçam as devidas e necessárias reações. Muito pelo contrário, só tem contribuído para aumentar a nossa avacalhada atividade política.

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