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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
O RIO BRANCO
Artigos do Narciso

Esperadas.

Publicado em 21/01/2026

Como seria de se esperar as encrencas começaram a surgir.

Jamais, num clima de plena harmonia, as nossas alianças político-partidárias se manterão afinal de contas, como está acontecendo, Brasil afora e cá dentro, aqui no Acre, as encrencas iriam surgir, posto que, no próximo mês de abril, as janelas que permitem o troca-troca de partidos e as alianças partidárias serão fechadas.

Falando-se das emendas parlamentares aos nossos orçamentos públicos e do troca-troca partidário, estaremos a falar, das duas maiores imoralidades vigentes, porém legalizadas no nosso país. Nada pior para um país que diz combater a corrupção e na prática a estimula.

No nosso país, já está bastante comprovado que se falar em conveniências pessoais e não em interesses partidários é o que tem prevalecido. Daí não haver me surpreendido quando o notável Aldo Rabelo, após ter exercido seis mandatos de deputado federal filiado ao PC do B e se tornado ministro, quatro vezes, nos governos de Lula e Dilma, isto entre 2003 e 2016, haver concluído que o capitalismo, e não o socialismo menos ainda o comunismo, é o regime ideal.

Aqui no Acre, nas nossas últimas eleições, justamente aquelas que resultaram na reeleição do atual prefeito Tião Bocalon, o mesmo obteve os apoios dos principais medalhões da nossa atividade política, inclusive, do próprio governador, Gladson Cameli, entretanto, com vistas às eleições deste ano, dada a multiplicidade de interesses, a mesma aliança não prevalecerá, e por quê?

Em primeiro lugar porque, a candidatura da atual vice-governadora Mailza Assis, para suceder o governador Gladson Cameli e com apoio do próprio, tornou-se praticamente irremovível, e mais ainda, ela   encontrando-se no pleno exercício da nossa governadoria.

De outro lado, o prefeito Tião Bocalon nunca escondeu o desejo de governar o nosso Estado, e em condições ainda mais precária, quando o então governador Tião Viana buscava sua reeleição, por muito pouco, na briga dos dois “Tiões”, o Bocalon não derrotou o seu xará, o Viana.

Como na disputa deste ano as duas vagas para o senado também serão disputadas, para o senador Márcio Bittar e candidato a reeleição,  nada pior poderia acontecer, afinal de contas, em se confirmando a candidatura Tião Bocalon para o governo em qual palanque o próprio Márcio Bittar subirá?

Como até o próximo mês de abril a chapa continuará esquentando, a ninguém, nem mesmo aos mais interessados numa hipotética pacificação, será dado direito de prevê, e com razoável precisão, qual será o desfecho e como irão se comportar as nossas diversas candidaturas, tanto para o governo quanto para o senado.

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