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Entre a Esperança e a Fome: O Paradoxo da Segurança Alimentar no Acre

Publicado em 11/10/2025

Imagem: Reprodução do Brasil Escola

Insegurança Alimentar no Acre: Aumento da Fome Grave Contrapõe Melhora Geral

O estado do Acre apresentou um panorama agridoce em relação à segurança alimentar em 2024. Enquanto o número geral de famílias em alguma situação de vulnerabilidade alimentar diminuiu, a fome severa atingiu mais lares, conforme revelam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números, extraídos do módulo Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e divulgados na última sexta-feira (10), indicam que a insegurança alimentar grave — aquela em que a privação é severa e a fome já é uma realidade — aumentou no estado. O número de lares nessa condição subiu de 16 mil para 17 mil no período de um ano.


Queda na Vulnerabilidade Geral e nos Níveis Leve e Moderado

Apesar do aumento da fome mais extrema, o levantamento do IBGE apontou uma melhora nas condições gerais de acesso a alimentos no Acre. O total de domicílios com algum grau de insegurança alimentar (leve, moderada ou grave) caiu de 84 mil em 2023 para 67 mil em 2024.

Essa redução se deve, principalmente, à queda nos níveis menos severos de vulnerabilidade:

  • A insegurança leve (quando a qualidade dos alimentos consumidos já está comprometida) registrou a maior queda, passando de 53 mil para 37 mil domicílios.
  • A insegurança moderada (com restrição quantitativa de alimentos) também diminuiu, caindo de 15 mil para 13 mil lares no mesmo período.

Portanto, o desafio maior para o Acre agora reside no combate à fome grave, mesmo com a redução do problema nos seus estágios inicial e intermediário.

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