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Empresários de Rio Branco demonstram cautela com reforma tributária e juros elevados em 2026

Publicado em 02/02/2026

O setor comercial de Rio Branco iniciou o ano de 2026 com expectativas moderadamente positivas, mas cercado de incertezas relacionadas ao cenário econômico nacional. Entre os principais pontos de atenção estão a reforma tributária em andamento no Governo Federal e a manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado.

Os dados são de uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), em parceria com o Instituto DataControl, que ouviu 112 empresários e dirigentes do comércio da capital durante o mês de janeiro. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (2).

Sobre a reforma tributária, 44% dos entrevistados acreditam que o processo deve continuar sem mudanças relevantes, enquanto 23,3% demonstram preocupação com a possibilidade de aumento da carga de impostos sobre o comércio local. Outros 12,9% afirmaram não ver riscos imediatos.

A taxa Selic também aparece como fator de apreensão. Segundo a pesquisa, 22,9% dos empresários pretendem evitar empréstimos bancários para capital de giro, e o mesmo percentual afirma que deve reduzir financiamentos voltados a investimentos fixos. Já 6,8% admitem repassar os custos financeiros aos preços dos produtos, enquanto 18,6% não se dizem preocupados com os efeitos dos juros altos. Um dado que chama atenção é que 28,8% afirmam não saber como equilibrar os impactos da Selic com as operações do dia a dia, o que revela insegurança no planejamento financeiro.

Apesar do ambiente desafiador, o comércio mantém uma perspectiva otimista para o primeiro semestre. 57,1% dos empresários acreditam em crescimento nas vendas, 33% projetam estabilidade e 9,8% esperam retração.

Para alcançar melhores resultados, os entrevistados apontaram diferentes estratégias: 22,6% pretendem investir em promoções, 22% em publicidade e 21,4% na melhoria da qualidade do estoque. Medidas como redução de preços, ampliação de prazos para clientes e concessão de crédito também foram citadas, com percentuais variando entre 7% e 17,9%.

Entre os fatores externos que podem afetar o desempenho do setor ao longo do ano, a escassez de dinheiro em circulação foi mencionada por 32,2% dos empresários, seguida pela carga tributária (24,2%) e pelo endividamento da população (20,1%). O avanço do comércio online e da informalidade também aparece como preocupação, citado por 6,7% e 5,4%, respectivamente.

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