Publicado em 09/06/2026
Foto: BNC
Por Redação O Rio Branco
Sócio de construtora diz que empresa conhecia fenômeno de movimentação de terra antes de obra da ponte em Sena Madureira
Em mais um capítulo das investigações sobre o desabamento da ponte Padre Paolino Baldassari, em Sena Madureira, o empresário Raul Santos, sócio da Construtora Cidade, afirmou que a empresa já tinha conhecimento da ocorrência de fenômenos de movimentação de terra na região antes do início das obras da estrutura.
Segundo o empreiteiro, embora a existência do fenômeno fosse conhecida, não era possível determinar com precisão onde e quando ele poderia ocorrer. Ao ser questionado sobre a possibilidade de prever o colapso da ponte, ocorrido na última sexta-feira (5), Santos destacou a dificuldade de identificar antecipadamente esses eventos geológicos.
“Esse fenômeno a gente sabe que existe, mas é de difícil detecção do local exato e do momento em que acontece”, declarou.
Para defender a qualidade dos serviços executados pela construtora no Acre, o empresário citou a reforma da ponte sobre o Rio Iaco, na BR-364. De acordo com ele, a estrutura permanece em perfeitas condições justamente por não ter sido afetada pelo mesmo tipo de fenômeno.
“Nós fizemos toda a reforma da ponte de ferro sobre o Rio Iaco e ela continua íntegra. Naquele local não ocorreu esse tipo de fenômeno”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à repercussão do desabamento da ponte Padre Paolino Baldassari, entregue em 2023 ao custo de quase R$ 40 milhões. A obra ainda está dentro do prazo contratual de garantia de cinco anos.
Raul Santos informou ainda que uma equipe técnica formada por engenheiros e geólogos foi enviada ao município para apurar as causas do acidente. Segundo ele, o objetivo é esclarecer, no menor tempo possível, os fatores que contribuíram para o colapso da estrutura.
“É um fato que precisamos entender melhor. Vamos buscar respostas no menor espaço de tempo possível”, concluiu.

