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Política

Eleito, Alcolumbre fala em Senado unido e diz que Brasil quer pacificação

Publicado em 01/02/2025

Eleito, Davi Alcolumbre discursa no Senado
Imagem: Andressa Anholete/Agência Senado

O recém-eleito presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) disse, em seu primeiro discurso neste sábado (1º), que o Brasil “clama por pacificação”. Ele também afirmou que os 73 votos que obteve refletem “respaldo político”.

O que aconteceu

Alcolumbre disse em discurso que o Senado vai trabalhar para “atender os anseios da população”. “O Brasil clama por pacificação, por um ambiente de respeito e cordialidade, onde as diferenças sejam vistas como oportunidades de crescimento. Nosso compromisso enquanto instituição, o sentido de nossos mandatos, é buscar atender aos anseios do cidadão, daquele que está fora deste Plenário.”

Ele também ressaltou que foi eleito com o “apoio e respaldo” dos demais senadores. Ele lembrou quando, há seis anos, foi eleito pela primeira vez para presidir a Casa, com 42 votos. Neste sábado, ele foi eleito com 73 dos 81 votos. “Esse amplo apoio, mesmo em um contexto com quatro candidaturas, demonstra que o Senado está unido e sabe a direção na qual pretende caminhar.

Alcolumbre recebeu ligações de Lula e Bolsonaro. Assim que foi eleito novo presidente, Davi Alcolumbre recebeu uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na sequência, ele atendeu o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL). Lula deve se reunir com o novo presidente do Senado já na próxima segunda-feira (3).

Presidente falou em construir consensos. Alcolumbre disse que não está “em busca de protagonismo”. “Não é isso que me move a estar aqui. Eu quero ser um catalisador do desejo deste Plenário e ajudar a construir os consensos que forem necessários para melhorar a vida da população brasileira.”

Em um discurso anterior à eleição, ele defendeu a autonomia do Legislativo e reforçou a necessidade de respeito às prerrogativas parlamentares. Embora tenha reconhecido o papel do Judiciário e a importância do cumprimento das decisões judiciais, o senador ressaltou que o Congresso deve manter sua independência para legislar e representar a população e foi, nesse momento, aplaudido por outros parlamentares presentes.

Presidente recém-eleito pregou respeito às diferenças na Casa. “Quero reafirmar que nesta Presidência seremos uma Casa de iguais, onde cada senadora e cada senador terá voz e espaço, independentemente da sua ideologia ou orientação política”, afirmou. Segundo Alcolumbre, o Senado vai trabalhar para promover geração de emprego, crescimento econômico, desenvolvimento social, saúde pública, educação de qualidade e segurança para todos.

“Nem sempre agradaremos a todos”, disse o presidente eleito. Segundo Alcolumbre, o trabalho no Senado por vezes, “exigirá um posicionamento corajoso perante o governo, o Judiciário, a mídia ou o mercado”. “Antes de cada enfrentamento, cada votação sensível, uma pergunta deverá ecoar em nossas mentes: “esse projeto ajuda ou atrapalha o povo?”, disse ele.

Respeito às decisões do Congresso, disse Alcolumbre

Alcolumbre abordou a controvérsia sobre emendas parlamentares em fala anterior à eleição. Em discurso, o senador tratou do recente impasse envolvendo o bloqueio de recursos do orçamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e suas implicações para o Legislativo.

UOL

 

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