25.3 C
Rio Branco
domingo, 11 de janeiro de 2026
O RIO BRANCO
Política

Deputada petista recusa assinar proposta de Israel e continua detida

Publicado em 05/10/2025
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Por Redação do (BN)

A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) se recusou a assinar uma documentação para deportação acelerada e segue detida por forças israelenses na prisão de Ketziot, no deserto de Negev. As informações foram divulgadas no sábado (4) pela assessoria de imprensa da parlamentar.

A deputada, que integrava a flotilha em direção à Gaza, considerou a documentação abusiva. “Por sua trajetória na defesa dos direitos humanos, entendeu que sua responsabilidade ia além de sua própria situação —estando em solidariedade e unidade com os demais membros da delegação brasileira que não assinaram o documento”, diz um trecho do comunicado.

Audiências judiciais que analisam as prisões ocorrem hoje, segundo a assessoria da deputada. “Exigimos que o governo de Israel liberte imediatamente as brasileiras e os brasileiros detidos ilegalmente”, cobra o texto.

“No momento, causam preocupação os relatos recebidos por representantes legais de que parte do grupo estaria sendo privado de água, alimentos e medicamentos, em violação a normas internacionais de direitos humanos e ao direito humanitário que protege missões civis e de ajuda humanitária.”

Oito brasileiros detidos recusaram assinar a documentação, segundo o jornal Folha de S.Paulo. O grupo de brasileiros inclui o ativista Thiago Ávila; Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL; Luizianne Lins, deputada federal pelo PT; e a presidente do PSOL no Rio Grande do Sul, Gabi Tolotti.

GREVE DE FOME

Quatro brasileiros que foram detidos por Israel a bordo da flotilha que tentava chegar até Gaza iniciaram uma greve de fome. As autoridades do governo de Benjamin Netanyahu ainda realizaram a primeira deportação de um integrante da delegação que saiu do Brasil.

Thiago Ávila, João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles estão entre os brasileiros em greve de fome. No total, 14 brasileiros faziam parte da missão que tentava levar ajuda humanitária aos palestinos.

O brasileiro deportado é Nicolas Calabrese, professor de Educação Física e militante do PSOL. Cidadão argentino e também italiano, vive no Brasil há mais de dez anos. Ele foi deportado para a Turquia e o consulado italiano em Israel pagou sua passagem.

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Pesquisa Atlas aponta Marina Silva como uma das favoritas ao Senado por São Paulo em 2026

Redacao

Emendas, articulação falha: governo Lula tem ano difícil no Congresso

Raimundo Souza

Governo Lula estuda limitar dedução com saúde no Imposto de Renda

Jamile Romano

PGR é contra a presença de agentes da PF dentro da casa de Bolsonaro

Kevin Souza

Com entregas da mais alta condecoração do Estado, governador participa de cerimônia de posse da nova mesa diretora da Aleac: ‘Será um ano para executar’

Raimundo Souza

Lula afirma que deveria ter importado arroz da Venezuela

Raimundo Souza