Publicado em 07/01/2026
Falar sobre saúde mental é, antes de tudo, falar de pessoas, de histórias e de cuidado contínuo. Em Rio Branco, esse cuidado se materializa no trabalho desenvolvido pelo Centro de Atenção Psicossocial – CAPS III Samaúma, espaço que acolhe diariamente adolescentes a partir dos 14 anos e adultos que enfrentam sofrimento mental grave e persistente.
Com atendimento gratuito, a unidade tem ampliado sua oferta de serviços e se consolidado como referência no acompanhamento psicossocial, oferecendo muito mais do que consultas. No CAPS, os usuários encontram escuta qualificada, acolhimento e oportunidades reais de reconstrução da autonomia e do bem-estar emocional.
Os atendimentos incluem acompanhamento médico e psicológico, terapias individuais e em grupo, além de atividades físicas orientadas. Práticas integrativas como arteterapia, musicoterapia, meditação, auriculoterapia e ventosaterapia também fazem parte da rotina, contribuindo para um cuidado integral da saúde mental.
Esse trabalho é desenvolvido por uma equipe multiprofissional formada por enfermeiro, técnico em enfermagem, psicólogo, terapeuta, educador físico e social, arteterapeuta, psiquiatra, clínico geral e assistente social, cuja atuação integrada permite um acompanhamento mais amplo e humanizado, considerando não apenas os aspectos clínicos, mas também as dimensões sociais, emocionais e expressivas de cada usuário.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, o primeiro contato com o CAPS acontece por meio do acolhimento, etapa essencial para compreender a realidade de cada pessoa que busca ajuda. Ele explica que o acesso ocorre por demanda espontânea, mediante apresentação de documento com foto e cartão do SUS e, a partir dessa escuta inicial, a equipe constrói, junto ao usuário, um plano terapêutico individualizado.
“O cuidado em saúde mental precisa ser humanizado e contínuo. Nosso objetivo é garantir que cada pessoa atendida desenvolva o autocuidado, fortaleça seus vínculos sociais e consiga ressignificar sua relação com a própria saúde mental, com o apoio de uma equipe preparada e de uma rede que funcione de forma integrada”, destacou o secretário.
A diversidade de atividades ofertadas também é apontada como um fator decisivo para o fortalecimento da autonomia dos usuários. Para a coordenadora administrativa, Igla Braga, os diferentes formatos de cuidado possibilitam que cada paciente encontre caminhos mais adequados ao seu processo terapêutico.
“Os grupos, as práticas integrativas e os atendimentos psicológicos ajudam o paciente a se perceber capaz e a buscar mais independência”, ressaltou.
[Assessoria]

