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Política

COP, reformas, Banco Central: os desafios de Lula para 2025

Publicado em 03/01/2025

Com a virada para 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá novos desafios nos âmbitos nacional e internacional. O ano começará com possíveis mudanças na Esplanada dos Ministérios, já que alguns titulares de pastas poderão ser movidos para acomodar mais aliados ou até mesmo ex-presidentes do Legislativo.

Alguns cotados para a dança das cadeiras são Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação Social (Secom), e Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral a Presidência. Macêdo poderia deixar o Palácio do Planalto para Pimenta ocupar seu cargo, enquanto a Secom seria dirigida pelo marqueteiro Sidônio Palmeira. Pimenta, segundo articuladores, poderia ainda ser acomodado na liderança da Câmara dos Deputados.

O próximo ano trará ainda a eleição de novos presidentes da Câmara e do Senado. Os postos, até fevereiro, são ocupados por Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), respectivamente. Dessa forma, os nomes deles poderiam ser utilizados para renovar ministérios ou articulações, já que Lula disse ter transformado os dois de inimigos para amigos.

Outro desejo da equipe petista é trazer a presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann, para a Esplanada. O mandato da deputada à frente do PT vai até junho de 2025.

Alta de juros e dólar

O início do ano também deve trazer desafios para o governo no campo econômico. Nos últimos meses, a taxa básica de juros, a Selic, tem enfrentado sucessivas altas, chegando ao patamar de 12,25%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) já sinalizou que o percentual pode alcançar 14,25% em março. A escalada é reflexo da tentativa de manter a inflação dentro da meta.

O ano de 2025 também marca o início do mandato de Gabriel Galípolo, indicado de Lula à presidência da autoridade monetária. Ao longo dos dois primeiros anos de mandato, o titular do Planalto fez duras críticas ao atual chefe do Banco Central, Roberto Campos Neto, e chegou a dizer que o economista “tem rabo preso” e “trabalha para prejudicar o país”.

Além de Galípolo, Lula terá outros três novos nomes na diretoria. Com isso, o chefe do Executivo passará a ter maioria na cúpula do órgão — seis, dos oito diretores, e o presidente da instituição. A nova diretoria também deverá lidar com a disparada do dólar, que ultrapassou a marca de R$ 6,20 na reta final de 2024.

Internacional

Lula chega à metade deste mandato fortalecido no âmbito internacional, especialmente após presidir o Mercosul, em 2023, e o G20, em 2024. O petista destaca que seu trabalho trouxe o Brasil de volta à diplomacia.

Assim, ele receberá algumas agendas internacionais no Brasil, como a reunião do Brics. O evento ainda não tem local certo, mas o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), faz campanha para receber o compromisso na capital fluminense, após o G20 ser bem-sucedido.

Além disso, em novembro de 2025, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) acontecerá em Belém (PA). A ideia de receber a COP foi do próprio Lula, que deseja mostrar ao mundo as questões para a preservação da Amazônia. O evento acontecerá um ano após o Brasil passar por fortes eventos climáticos, a exemplo das chuvas no Rio Grande do Sul e as queimadas no Pantanal e na Amazônia.

Entre os obstáculos nessa área está a presidência de Javier Milei, mandatário da Argentina, no Mercosul. Ao assumir o cargo rotativo no bloco, Milei já começou a fazer críticas: “[Mercosul] é uma prisão que não permite que os países-membros possam aproveitar nem suas vantagens comparativas nem seu potencial exportador”.

O grupo é caro a Lula, a quem o presidente argentino constantemente ataca. Em campanha, Milei chamou o petista de “presidiário” e “comunista”.Outra dificuldade será o novo mandato de Donald Trump, nos Estados Unidos, que representa um avanço do conservadorismo na América do Norte e poderá dificultar acordos na área de meio ambiente, especialmente os na COP30.

[Metrópoles]

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