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China e UE suspendem compra de frango brasileiro por causa de gripe aviária, diz ministro

Publicado em 16/05/2025

As importações de proteína de frango brasileira por China e União Europeia estão suspensas pelos próximos 60 dias, por causa da confirmação, nesta sexta-feira (16), do primeiro caso de gripe aviária de alta patogenicidade em uma criação comercial, de acordo com o ministro Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária).

A China “não estará comprando carne de frango brasileira” pelos próximos 60 dias, confirmou Fávaro (Agricultura e Pecuária) em entrevista a TV Centro América, emissora da Globo no Mato Grosso. A comunidade europeia também parou as importações, afirmou o ministro à Globonews.

A medida está prevista em cláusula contratual. Em caso de registro de qualquer caso de gripe aviária, as importações são suspensas automaticamente como medida de prevenção em saúde.

A confirmação de influenza aviária ainda deve gerar restrição de importações por Argentina, Reino Unido, Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes de carne de frango do Rio Grande do Sul, por causa das condições negociadas com o Brasil.

Fávaro disse que houve um esforço para evitar que a doença afetasse as vendas de todo o país, considerando que a disseminação do vírus em granjas comerciais tem ocorrido em todo o mundo. “Com o Japão, chegamos um acordo há um mês atrás, na última viagem. Com a China, não deu tempo.”

De acordo com a médica veterinária Paula Giaffone, o Brasil, em viagem recente do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), negociou a ampliação de mercados de proteína animal na China, sendo que três tinham origem em aves. “Trataram de exportação de miúdos, patos e peru. O ministério deve soltar o número de perdas, pelo menos com a China.”

A detecção, que pode levar a embargos comerciais, ocorreu em Montenegro, na região metropolitana de porto Alegre, e é o primeiro foco da doença registrado em sistema de avicultura comercial no país.

O ministro decretou emergência zoossanitária por 60 dias no município de Montenegro, em um raio de dez quilômetros ao redor do estabelecimento onde foi encontrado o vírus da influenza aviária de alta patogenicidade. Dessa forma, a produção do local não será exportada no período.

A granja onde houve a confirmação de casos de influenza H5N1 era dedicada à reprodução animal —35 animais tinham o vírus. O ministério trabalha no rastreio da produção desse estabelecimento e tomou medidas sanitárias para evitar a ocorrência de outros casos.

Na entrevista, Fávaro também afirmou que as pessoas podem continuar a consumir carne de frango e ovos. “O risco, e há um risco de contaminação, é nas pessoas que manuseiam o animal contaminado, os tratadores, as pessoas que vão recolher. Por isso, tem de ter um protocolo mais rígido.”

[Folha Uol]

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