Publicado em 02/02/2026
Mais de duas semanas após o desaparecimento de Pedro Vilchez, de 87 anos, em Rio Branco, a família ainda vive a angústia da falta de respostas. O idoso saiu de casa na manhã do dia 18 de janeiro para comprar um refrigerante e não retornou. Desde então, uma ampla mobilização envolvendo parentes, voluntários e forças de segurança tem sido realizada, mas o paradeiro dele permanece desconhecido.
Pedro enfrenta problemas de audição e possui doenças cardíacas, o que aumenta a preocupação dos familiares. Em conversa com a reportagem nesta segunda-feira (2), a neta do idoso, Tauane Vilchez, relatou o desespero da família diante do tempo que passa sem notícias. “O que mais dói é que já se passaram mais de quinze dias. Estamos muito preocupados”, afirmou.
Últimos registros e buscas iniciais
Após o desaparecimento, a família registrou um boletim de ocorrência. Imagens de câmeras de segurança de moradores da região mostram Pedro caminhando pela Estrada do Mutum, em direção a um ramal, por volta das 9h17 do dia em que sumiu. Esses registros são, até agora, as últimas imagens confirmadas do idoso.
Antes da atuação oficial, parentes e moradores locais iniciaram buscas por conta própria nas proximidades do Ramal do Mutum.
Ações das forças de segurança
As buscas oficiais começaram na terça-feira (20), com a atuação do Corpo de Bombeiros, que realizou varreduras terrestres com equipes especializadas, uso de cães farejadores, quadriciclos e apoio logístico.
Também foram utilizados drones e veículos aéreos não tripulados (Vant), incluindo equipamentos com câmeras térmicas, para alcançar áreas de difícil acesso. Com o passar dos dias, a área de buscas foi ampliada para os ramais do Mutum e Plácido, além de trechos que ligam Rio Branco ao município de Bujari.
A Polícia Civil assumiu a investigação por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ouvindo testemunhas e analisando informações. A operação envolve ainda a Polícia Militar, Ciopaer, Gefron, Batalhão Ambiental e setores de inteligência, que também monitoram redes sociais em busca de pistas.
Mobilização da família e incertezas
Mesmo com a força-tarefa oficial, familiares seguem realizando buscas diárias, distribuindo cartazes, compartilhando informações nas redes sociais e pedindo apoio da população.
Até o momento, não há confirmação se Pedro entrou em área de mata, se recebeu ajuda de terceiros, se sofreu algum mal súbito ou se conseguiu se deslocar para outra região.
Qualquer informação sobre o paradeiro de Pedro Vilchez pode ser repassada ao Corpo de Bombeiros (193), à Polícia Civil ou diretamente à família pelo telefone (68) 99994-9881.

