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Política

Bispo de Rio Branco Suspende Uso de Ordens de Padre Candidato a Cargo Político

Publicado em 29/11/2025

Foto: Pe. Antônio Menezes

A Diocese de Rio Branco, no Acre, publicou neste sábado (29) um comunicado oficial informando a suspensão do Uso de Ordens do Pe. Antônio Menezes, presbítero da Diocese. A decisão, assinada por Dom Joaquin Pertiñez, bispo diocesano, decorre da escolha do padre em ingressar na filiação partidária e candidatar-se a um cargo político no Estado do Acre.

O comunicado enfatiza que a medida segue as normas estabelecidas pelo Código de Direito Canônico (CDC). De acordo com o cânon 285, §3, os clérigos são proibidos de assumir cargos públicos que impliquem participação no exercício do poder civil.

Suspensão por Tempo Indeterminado

A suspensão do Uso de Ordens é por tempo indeterminado. Com isso, o Pe. Antônio Menezes está proibido de presidir ou administrar qualquer sacramento, incluindo missa, batismo, confissão e matrimônio. A única exceção prevista pelo Direito Canônico (cânon 976) é o atendimento de fiéis em perigo de morte. Ele também fica vetado de participar de qualquer ato religioso na qualidade de presbítero.

“Pela participação partidária, concorrendo também a uma candidatura política e, seguindo as normas do Código de Direto Canônico, que todos devemos obedecer, decido suspender o USO DE ORDENS por tempo indeterminado, como presbítero, nesta Diocese de Rio Branco (Código de Direito Canônico, cânon 285, 3).”

Dom Joaquin Pertiñez, Bispo da Diocese de Rio Branco

Restrições em Redes Sociais

Além das restrições ministeriais, o comunicado também proíbe o padre de utilizar as redes sociais e grupos pertencentes à Diocese para promover qualquer tipo de campanha política. O texto ressalta que a Igreja não permite esse tipo de posicionamento pessoal, partidário, e, menos ainda, como candidato a um cargo político.

Dom Joaquin Pertiñez conclui o comunicado pedindo que todos os fiéis cumpram o que foi determinado “para o bem de todos e de nossa Santa Igreja”.

A decisão da Diocese alinha-se à legislação da Igreja Católica, que busca manter a neutralidade política de seus ministros, permitindo-lhes focar integralmente em suas responsabilidades espirituais e pastorais.

Veja a nota:

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