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Até Dilma daria um pito em Lula no caso da inflação dos alimentos

Publicado em 16/02/2025

Foto: O presidente Lula e a presidente do banco dos Brics, Dilma Rousseff, em Xangai –  (Ricardo Stuckert/Divulgação)

Quando disputava a reeleição, a então presidente censurou um auxiliar que sugeriu à população trocar carne por ovo para driblar a carestia

Ao lado da crise do Pix, a inflação dos alimentos ajudou a derrubar a popularidade do
presidente Lula, que, segundo pesquisas recentes, enfrenta pela primeira vez mais rejeição
do que aprovação no exercício do mandato. Diante da carestia, auxiliares do petista
cogitaram até medidas heterodoxas para tentar baixar o custo da comida, mas a tentação
intervencionista, felizmente, acabou deixada de lado.

O presidente foi convencido de que não há medida mágica capaz de derrubar os preços e
de que a queda do dólar e a supersafra brasileira ajudarão a aliviar a conta do
supermercado. Lula parecia trilhar um bom caminho até que numa entrevista delegou ao
povo a tarefa de controlar a inflação: “Se você vai ao supermercado e desconfia que tal
produto está caro, você não compra. Se todo mundo tiver consciência e não comprar
aquilo que acha que está caro, quem está vendendo vai ter de baixar para vender, porque
senão vai estragar”

Mesmo a ex-presidente Dilma Rousseff, que não era propriamente aclamada pelo
tirocínio político, censuraria essa declaração de Lula. Foi o que ela fez em 2014,
quando, em campanha à reeleição, tachou de “extremamente infeliz” a fala de um
secretário do governo que recomendou à população substituir carne por ovo para driblar
a inflação.

Peso eleitoral

Com meio século de vida pública e seis candidaturas presidenciais no currículo, Lula
conhece como poucos o impacto político da inflação e da carestia dos alimentos. Nas
campanhas de 1994 e 1998, ele perdeu para o tucano Fernando Henrique Cardoso,
eleito e reeleito depois de domar o dragão que corroía o poder de compra da população.

Já em 2022, o petista explorou o aumento do preço da comida para
derrotar Jair Bolsonaro. Naquele ano, uma das propagandas do PT na televisão
perguntava o que era possível comprar com 100 reais. As imagens mostravam que na
gestão de Bolsonaro o trabalhador levava pouca coisa para casa, como um pacote de
salsicha, uma dúzia de ovos e um litro de leite. A locutora, então, emendava: “Nos
tempos do Lula, você comprava isso e muito mais, o lanche das crianças, pão, cafezinho,
a feira, a carne do almoço e também a do churrasquinho do fim de semana”.

A promessa, transformada em símbolo da campanha, era de picanha barata e cerveja
para acompanhar. Depois de dois anos de mandato, ela não foi cumprida, e o
encarecimento dos alimentos ajudou a derrubar a popularidade do governo. O bolso é
uma das partes mais sensíveis do eleitor.

*Com informação da VEJA

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