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sábado, 4 de abril de 2026
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“Aleluia”: Tião Bocalom encerra ciclo na Prefeitura de Rio Branco com balanço de gestão e foco no sucessor; Veja a coletiva

Publicado em 04/04/2026

Foto: Reprodução

RIO BRANCO – Em uma coletiva de imprensa marcada por um tom emocional e religioso, o ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, fez um balanço de seus cinco anos e três meses à frente do Executivo municipal. Entre expressões de gratidão e o uso recorrente da palavra “aleluia”, Bocalom defendeu o legado de sua administração, admitiu lacunas no plano de governo original e apostou todas as fichas na continuidade do seu modelo de gestão através de seu vice.


O Balanço: “Fiz o máximo que pude”

Bocalom abriu a fala reafirmando a convicção de que entregou o melhor esforço possível durante o mandato. Para o ex-prefeito, a implementação de um “novo modelo de gestão pública” é o principal marco de sua passagem pela prefeitura.

“Aleluia porque eu tenho a certeza de que o que eu pude fazer ao longo desses cinco anos e três meses, eu fiz. Feliz porque eu sei que eu não fiz tudo, mas que eu tentei fazer o máximo”, declarou.

Planos Originais vs. Realidade

Questionado sobre as críticas de que parte de suas promessas de campanha não foram cumpridas, o ex-prefeito foi pragmático. Ele reconheceu que itens ficaram pelo caminho, mas contra-atacou listando obras que, segundo ele, não estavam no radar inicial e se tornaram prioridades após o diagnóstico real da cidade.

Destaques de obras “fora do plano”:

  • Viaduto de Rio Branco: Citado como uma obra de impacto que não constava no programa original.

  • Creches para 0 a 2 anos: Bocalom admitiu que acreditava que o serviço já existia na rede municipal e, ao descobrir a carência, decidiu implementar.

  • Ações Extras: O ex-prefeito afirmou que poderia listar mais de 50 ações e obras executadas que não estavam previstas no documento protocolado na Justiça Eleitoral.


A Transição e o “Sucessor dos Mesmos Princípios”

Um dos pontos altos da coletiva foi o endosso enfático ao seu vice-prefeito. Bocalom não poupou elogios, destacando a afinidade ideológica e religiosa entre ambos. Para ele, a sucessão não representa apenas uma troca de nomes, mas a preservação de um estilo de governar.

  • Continuidade: O ex-prefeito garantiu que o sucessor defende os mesmos princípios cristãos e de gestão.

  • Renovação: Referiu-se ao aliado como um “jovem com muita lenha para queimar” e um futuro expoente da política acreana.

  • Prática Religiosa: Bocalom enfatizou que o novo gestor não apenas recita, mas pratica os valores cristãos que nortearam sua administração.

Sentimento de Dever Cumprido

Ao encerrar, Tião Bocalom minimizou as críticas e reiterou o sentimento de paz com o qual deixa o cargo. Fazendo uma analogia doméstica, ele explicou que “uma coisa é saber o que tem que arrumar na casa antes de chegar; outra é descobrir o que falta depois que se entra”.

Com sucessivos “aleluias” e um “Glória a Deus”, o ex-prefeito se despediu da cadeira principal da capital, confiante de que o alicerce deixado servirá de base para os próximos anos da política no Acre.

Veja a entrevista do ex-prefeito Tião Bocalom

 

Veja oração do Pai Nosso:

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