23.3 C
Rio Branco
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
O RIO BRANCO
Política

Alcolumbre prega solução equilibrada no tarifaço e diz que soberania é inegociável

Publicado em 31/07/2025

O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu nesta quarta-feira, 30, uma “solução equilibrada” para o tarifaço a produtos brasileiros promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O parlamentar saiu em defesa do Poder Judiciário, “elemento essencial para a preservação da soberania nacional, que é inegociável”.

“O Parlamento acompanha de perto cada desdobramento dessa questão, em conjunto com o Executivo e o Judiciário, para assegurar a proteção da nossa economia e a defesa intransigente das instituições democráticas”, diz o posicionamento assinado por Davi Alcolumbre. “O caminho da cooperação internacional deve prevalecer, com o objetivo de restabelecer a confiança mútua e manter a histórica parceria entre as duas nações.”

Mais cedo na quarta, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rechaçou a aplicação de sanções contra autoridades do País. Sem fazer referência ao tarifaço de Trump, Motta frisou que a democracia é sustentada pelo Executivo, pelo Legislativo e pelo Judiciário e que estes devem atuar com “independência e harmonia”.

O governo Trump incluiu Alexandre de Moraes na lista de sancionados pela Lei Magnitsky nesta quarta-feira. É a primeira autoridade de um país democrático a ser punida com a medida, criada para restringir direitos de violadores graves de direitos humanos, como condenados por tortura, tráfico humano e assassinatos em série.

Horas depois de sancionar Moraes, o governo americano ratificou a imposição de tarifas de 50% às importações do Brasil. Quase 700 produtos foram incluídos como exceção e serão isentos da taxa. Entre as principais mercadores prejudicadas, estão o café e as carnes. Um cálculo preliminar da consultoria Leme Consultores aponta que as 694 exceções da gestão Trump atenuam os efeitos do tarifaço em 41%.

Uma comitiva de senadores desembarcou nos Estados Unidos no início da semana para tentar reverter a imposição das tarifas. Em nota, a comitiva diz que “todas as agendas da delegação foram voltadas à reconstrução do diálogo político” entre os parlamentares dos dois países. Se confirmadas, as taxas passam a valer a partir de 6 de agosto.

[ESTADÃO]

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Fachin e Moraes convidam Lula para posse no STF

Redacao

Reforma tributária acaba com R$ 200 bi de incentivos e deve estimular retorno de empresas a estados ricos

Raimundo Souza

Em Tarauacá, governador Gladson Camelí assina autorização para a construção de novas unidades habitacionais

Raimundo Souza

Emerson Jarude critica silêncio do governo sobre embargos e cobra valorização dos servidores

Jamile Romano

Marina Silva admite que medidas contra incêndios foram insuficientes

Jamile Romano

Pacote de corte de gastos pode ser anunciado nesta quinta, diz Haddad

Jamile Romano