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Alckmin diz que ‘indulto é golpismo de marcha ré’ após evento com Tarcísio em SP

Publicado em 06/09/2025

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Por Juliana Arreguy | Folhapress/BN

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou que “indulto é golpismo de marcha à ré” após participar nesta sexta-feira (5) de um evento junto do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a última semana em Brasília negociando o projeto de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional.

“Sobre essa questão de não respeitar o Judiciário, o indulto e tal, o indulto é golpismo de marcha à ré. Isso é inadmissível”, disse Alckmin.

O vice de Lula (PT) esteve ao lado de Tarcísio durante o leilão do túnel que ligará as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista, na Bolsa de Valores, no centro de São Paulo. O projeto é feito em parceria entre os governos federal e estadual e o leilão teve a presença de outros três ministros do governo petista: Fernando Haddad (Fazenda), Márcio França (Empreendedorismo) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).

Durante os discursos, os ministros de Lula deram alfinetadas em Tarcísio, à exceção de Costa Filho, que é do partido do governador e pregou a união em sua fala. Quando foi chamado a bater o martelo da privatização, Costa Filho convidou Alckmin e Tarcísio para que os três pudessem fazer isso juntos.

“Nós temos que dialogar com a necessidade de dialogar com o pacto federativo”, disse ele à imprensa. “Esse simbolismo é muito importante para o país”.

Antes, em seu discurso, o ministro pregou ser um momento de fortalecer o diálogo “independentemente de ser de esquerda, direita ou centro.”

Questionado sobre o projeto de anistia, ele disse que votaria contra caso ainda estivesse na Câmara -ele se licenciou do cargo de deputado federal para assumir o ministério-, mas que defende a revisão da dosimetria das penas.

Haddad iniciou sua fala também pregando o trabalho em conjunto, ressaltando que não houve disputa por protagonismo nas negociações entre os governos federal e estadual. Os bastidores indicaram o contrário -Lula chegou a cogitar federalizar a construção do túnel.

Haddad saiu em defesa do governo federal ao dizer que Lula dialoga com “a situação e a oposição” e fez menção ao plano Punhal Verde-Amarelo, que tinha por objetivo matar o presidente, Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), episódio que consta no julgamento da trama golpista na corte.

“Sabemos que estamos num mundo um pouco conflagrado. As pessoas falam um pouco de polarização, mas a democracia envolve polarização de ideias, de bons argumentos, de visão de mundo. Mas quando a polarização é do tipo autoritário, em que se quer eliminar o adversário, essa é a polarização que ninguém quer. Aqui estamos dando mostra da volta do espírito republicano no Brasil”, disse Haddad.

O governador citou nominalmente os ministros de Lula e disse que o projeto será feito em conjunto. No entanto, após o evento, ele se recusou a comentar os dias passados em Brasília negociando a anistia de Bolsonaro.

“Hoje o assunto aqui é o túnel”, respondeu quando questionado pela imprensa.

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