Publicado em 01/04/2026
Lá fora, os arranca-rabos, ou seja, as brigas causadas pelas candidaturas chegaram ao auge mas cá, ainda não.
Se dispuséssemos de uma legislação eleitoral minimamente respeitável e não maximamente bagunçada, jamais estaríamos esperando o fechamento da imoral janela eleitoral para definir por qual partido os nossos trânsfugas partidários saíram candidatos nas próximas eleições.
De mais a mais: se dispuséssemos de partidos políticos verdadeiramente estabelecidos, digamos assim, tradicionais, as disputas estariam se dando no interior de cada um deles jamais buscando compor as mais inconseqüentes e despudoradas alianças partidárias.
Lá fora, por exemplo, em algumas das unidades de nossa federação até mesmos os seus detentores mandatos, no meios deles, os futuros candidatos, estão buscando participar da aliançaque lhes convierem. Do contrário batem seus pés, deixam a poeira baixar e pulam fora.
Volto a repetir e tantas vezes quanto necessárias forem, repetirei: o ex-presidente Jair Bolsonaro e Ciro Gomes, duas das nossas maiores expressões políticas já foram filiados a uma dezena de partidos.
Infelizmente, quando os maus exemplos vêem do andar de cima, não serão àqueles que estão nos andares de baixo, tampouco dos seus porões, que será estabelecida a ordem política e partidária coerente.
Não por acaso, quando criou o seu atual partido, o PSD, Gilberto Kassab chegou a dizer que o mesmo não seria de direita, nem centro e nem de esquerda. Só faltou dizer que também não seria nem cima e nem de baixo. Detalhe: o dito cujo já foi vereador de São Paulo pelo outrora PL, deputado federal pelo outrora PFL, atual União Brasil e hoje preside o PSD, justamente o partido que mais tem acolhido os trânsfugas partidários, sobretudo àqueles que estão abandonando o outrora fortíssimo PSDB, já que este se encontra a beira da morte.
Cá entre nós, particularmente, aqui no Acre, até o fechamento da nossa imoral janela partidária e do que irá restar quando das realizações das nossas convenções, já nos está fazendo crer que algumas encrencas, e grandes, poderão ocorrer, e o mais ameaçado de ser vitimado vem ser o atual prefeito Tião Bocalon, não por ele pretender se evadir do PL, o partido pelo qual veio se reeleger, mas pelo fato do mesmo lhes negar legenda para que possa secandidatar a governador.
Quanto às candidaturas duas vagas do senado, em se considerando que o ex-governador Gladson Cameli vem aparecendo como favoritíssimo, a disputa pela 2ª vaga, dada a multiplicidade de candidatos, a eleição de qualquer um deles, vai depender de uma série de fatores: os apoios que vier obtiver, seus desempenhos em suas campanhas e de algo fundamentalmenteimportante, a própria matemática eleitoral.

