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Acre registra aumento no comércio varejista ampliado e registra a segunda maior variação do país

Publicado em 16/10/2025

O Acre se destacou nacionalmente ao registrar o segundo maior aumento no volume de vendas do comércio varejista ampliado, conforme dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Comércio varejista ampliado teve a segunda maior alta do país, segundo dados do IBGE. Foto: Shutterstock

De acordo com o levantamento, 11 estados apresentaram variação positiva no setor entre agosto do ano passado e deste ano. Os maiores avanços foram observados em Mato Grosso (6,1%), seguido pelo Acre (3,2%) e Maranhão (2,9%), evidenciando a força do mercado acreano mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

O comércio varejista ampliado, que engloba, além dos itens de consumo diário, setores como materiais de construção, veículos, motocicletas e autopeças, representa áreas de maior impacto econômico.

Já o comércio varejista tradicional, que inclui segmentos como combustíveis e lubrificantes; supermercados; tecidos, vestuário e calçados; móveis e eletrodomésticos; artigos farmacêuticos e de perfumaria; livros, jornais, revistas e papelaria; equipamentos de escritório, informática e comunicação; além de outros artigos de uso pessoal e doméstico, registrou crescimento de 2,4% no período analisado.

Com esses resultados, o setor acumula alta de 2,2% no ano e de 3,2% nos últimos 12 meses.

Fortalecimento do setor privado

Defensor de um modelo com “menos governo e mais iniciativa privada”, o governador Gladson Camelí ressaltou a importância de incentivar a industrialização, como a do café, e permitir que novos empreendimentos prosperem sem entraves burocráticos, gerando emprego, renda e desenvolvimento acelerado.

“É fundamental fortalecer o agronegócio, sempre respeitando as políticas ambientais. Defendo menos governo e mais iniciativa privada. O poder público não deve ser gestor de empresas para promover a industrialização. O papel do Estado é apoiar a iniciativa privada, que é quem gera emprego, renda e ajuda a reduzir as desigualdades. As coisas acontecem com muito mais agilidade no setor privado do que no público.”

Camelí afirmou que acredita no potencial do Acre como um corredor estratégico para exportação e importação. Segundo ele, esse avanço não depende apenas do Estado, mas também do governo federal e da iniciativa privada.

“A demanda é grande. A estrada está pavimentada, e o Acre vai se tornar um verdadeiro corredor de investimentos. Não tem como falar de exportação e importação sem passar por aqui”, completa.

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