Publicado em 19/05/2026
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Por Redação O Rio Branco
O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta terça-feira (19), para levantar novas suspeitas sobre a atuação do cartão Avancard no estado. Durante o pronunciamento, o parlamentar relacionou a operação do crédito consignado ao Banco Master, instituição comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, e questionou possíveis irregularidades envolvendo contratos firmados com servidores públicos acreanos.
Em tom crítico, Edvaldo afirmou que o Banco Master era a plataforma responsável pela operação do Avancard e levantou dúvidas sobre os bastidores da negociação. Segundo ele, as investigações poderão esclarecer se houve favorecimentos na implantação do modelo de crédito consignado no Acre.
O deputado relembrou que a operação teve início em 2020, após a edição de um decreto do governo estadual que ampliou a margem consignável dos servidores públicos. A medida autorizou, além dos 35% já destinados a empréstimos em folha, mais 15% voltados ao cartão consignado, comprometendo até metade da remuneração dos trabalhadores.
Para o parlamentar, a mudança abriu espaço para contratos considerados abusivos, com juros elevados e impacto direto no orçamento dos servidores e na economia local. Edvaldo destacou que, em 2022, as taxas cobradas ultrapassavam 5% ao mês, tornando as dívidas praticamente impagáveis para muitos funcionários públicos.
Ele também classificou o modelo como uma “burla consignada”, alegando que o sistema garantia lucro às empresas sem risco de inadimplência, enquanto aprofundava o endividamento das famílias acreanas.
Segundo o deputado, o avanço das operações só foi interrompido após reação da Assembleia Legislativa. Edvaldo Magalhães afirmou que a Aleac aprovou medidas para barrar os descontos considerados abusivos e encerrar o modelo adotado à época.

