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Contra a anistia, Marina defende penas ainda maiores aos envolvidos no 8/1

Publicado em 02/05/2026

Marina Silva, pré-candidata ao Senado por São Paulo, defende penas mais rigorosas aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro | Foto: reprodução/X

Em discurso na capital paulista, a ex-ministra do Meio Ambiente classificou a proposta como ‘vergonhosa’

Por Pâmela Zacarias | Revista Oeste

Durante um ato em alusão ao Dia do Trabalhador, realizado nesta sexta-feira, 1º, na Praça Roosevelt, no Centro de São PauloMarina Silva (Rede), a ex-ministra do Meio Ambiente, destacou que considera insuficientes as punições aplicadas aos participantes dos atos de 8 de Janeiro, e sugeriu que as sentenças deveriam ser ampliadas.

Em seu pronunciamento, Marina criticou severamente as propostas de anistia aos condenados, qualificando-as como uma “vergonha”.

“Eles se escondem atrás da multidão na covardia do anonimato”, disse a ex-ministra de Lula. “A pena para eles não deveria ser menor, deveria ser maior.” Ao fim da fala, a ministra ainda gritou “sem anistia”.

Na tarde desta quinta-feira, 30, o Congresso decidiu pela derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria. O texto prevê a redução de penas para os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro.

Marina defende o fim da escala 6×1

Em outro ponto do discurso, a ex-chefe do Ministério do Meio Ambiente defendeu o fim da escala de trabalho 6×1 — modelo em que o trabalhador trabalha por seis dias consecutivos e descansa um. Segundo ela, é preciso garantir maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

“Quando você só tem um dia, isso não é descanso”, afirmou. “Principalmente nós, mulheres, no dia de descanso é quando a maioria trabalha mais e volta na segunda-feira mais cansada do que na sexta-feira.”

Ato do Dia do Trabalhador

O evento de que Marina participou foi realizado na Praça Roosevelt, na região central de São Paulo, e reuniu movimentos sociais, centrais sindicais e representantes políticos em defesa de mudanças nas relações de trabalho e em oposição a projetos em discussão no Congresso.

As manifestações foram realizadas de forma descentralizada neste ano, com eventos em diferentes pontos da capital e da região metropolitana paulista.

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