Publicado em 30/04/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
O drama dos moradores do Ramal do Riozinho, localizado na Estrada do Amapá, em Rio Branco, ganhou novos contornos de gravidade. A comunidade denuncia que a precariedade na trafegabilidade da via atingiu níveis críticos, prejudicando o direito de ir e vir e colocando em risco a segurança de quem depende da estrada para trabalhar, estudar ou buscar atendimento médico.
Segundo os relatos, o principal agravante para a deterioração da via é o tráfego intenso de caminhões pesados, que acessam o local diariamente para a retirada de areia dos chamados “paiós”. O fluxo constante desses veículos de grande porte, combinado com a falta de manutenção, deixou a estrada tomada por lama, buracos profundos e poças d’água intransitáveis.
Cenário de risco e isolamento
O tamanho do problema ficou quando um caminhão aparece atolado no meio da via. Para remover o veículo, foi necessário o auxílio de três máquinas pesadas, do tipo pá carregadeira, o que demonstra a severidade do atoleiro.
A situação afeta diretamente os serviços essenciais:
Transporte Escolar: Alunos chegam às escolas cobertos de barro; ônibus, bicicletas e motocicletas sofrem avarias constantes.
Emergências de Saúde: Moradores relatam que, em casos de doença, a saída da comunidade torna-se um desafio. Uma moradora contou que, recentemente, sua neta adoeceu e precisou ser carregada nas costas por um familiar até um ponto onde fosse possível acessar um veículo para levá-la à UPA.
Riscos de acidentes: Além da lama, a via oferece perigo em trechos onde a pista é estreita e há risco de quedas em áreas de declive acentuado.
A comunidade pede uma intervenção urgente do poder público para melhorar as condições da via e regulamentar o tráfego dos caminhões que realizam o transporte de areia, visando garantir dignidade e segurança aos residentes do Ramal do Riozinho.

