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Política

DE VOLTA À ESTRADA: Bocalom deixa a prefeitura com a mira voltada para o Palácio Rio Branco

Publicado em 04/04/2026

RIO BRANCO – O sábado, 4 de abril de 2026, marca mais do que o fim de um ciclo administrativo para Tião Bocalom. Ao entregar as chaves da capital, o agora ex-prefeito não deu sinais de que pretende buscar o merecido repouso. Pelo contrário: em um tom que mistura confiança e urgência, o tucano anunciou que sua jornada rumo ao governo do Estado começa, oficialmente, em apenas 96 horas.

O plano de voo já está traçado. Enquanto muitos esperavam um período sabático após anos à frente da maior cidade do Acre, Bocalom limitou seu descanso a apenas quatro dias. “É o suficiente para recarregar as energias e partir para a vitória”, declarou, deixando claro que o foco agora é a sucessão estadual.


A Estratégia do Interior

Diferente de campanhas tradicionais que priorizam a base na capital, a largada da pré-campanha de Bocalom terá um forte sotaque do interior. O planejamento, que segundo ele já está “fechado e pronto”, prioriza o contato direto com o eleitor das regiões mais distantes.

  • Ponto de Partida: Sena Madureira.

  • O Trajeto: Uma rota estratégica que se estenderá até o isolado município do Jordão.

  • O Objetivo: Consolidar sua imagem como um gestor que conhece as dificuldades de logística e produção do “Acre profundo”.

“Não haverá tempo para férias longas. O objetivo é colocar o pé na estrada imediatamente e ouvir a população de ponta a ponta”, afirmou o ex-prefeito.


Cenário Político

A saída de Bocalom da prefeitura e sua imediata movimentação para o interior sacodem o tabuleiro político local. Ao anunciar um cronograma tão agressivo, ele tenta neutralizar adversários e ocupar espaço no debate público logo nos primeiros dias fora do cargo.

A aposta no trecho entre Sena Madureira e Jordão é simbólica. Representa um desafio logístico que Bocalom pretende usar como vitrine para seu discurso de desenvolvimento regional e integração. Para analistas, a “pausa de 96 horas” é um recado direto: a campanha de 2026 já começou, e o tucano não pretende dar vantagem cronológica a ninguém.

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