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Opinião | O que acontecerá após a morte do aiatolá pelos EUA e Israel? Esses são os cenários para o Irã

Publicado em 01/03/2026

O regime pode sobreviver com outro rosto; a rua pode vencer; o país pode se estilhaçar; um herdeiro no exílio pode tentar voltar. Ou pode acontecer algo que nenhum analista previu

Por Rodrigo da Silva | ESTADÃO

No Irã, EUA e Canadá, iranianos comemoram relatos da morte de Ali Khamenei

Donald Trump fez declaração em publicação em sua rede social; segundo ele, Ali Khamenei teria morrido pelos ataques promovidos pelos EUA e por Israel. Crédito: AFPTV

O Irã vive a sua maior crise política desde a Revolução de 1979. Nos últimos meses, muita gente foi às ruas protestar contra as condições do país. Mas os protestos foram brutalmente reprimidos, com milhares de manifestantes assassinados pelo regime.

A economia iraniana vai de mal a pior. A inflação é a terceira pior do mundo, atrás apenas de Venezuela e Sudão. A moeda local chegou ao fundo do poço, negociada a 1,5 milhão de riais por dólar no mercado informal – uma desvalorização de mais de 20 mil vezes desde 1979.

Menos de 2% dos domicílios iranianos relatam consumir alguma proteína diariamente. Só 2% das crianças consomem laticínios todo dia. Quase 2/3 da população acima dos 15 anos está fora da força de trabalho – pior: não trabalha, nem procura emprego.

Esse é um cenário tentador para uma troca de regime. Mas qual regime? Vamos recapitular.

O Irã é uma nação continental, terra de uma das civilizações mais antigas do mundo. A sua autoridade máxima é conhecida como líder supremo. Desde 1989, o líder supremo do Irã se chamava Ali Khamenei.

No Irã, a figura do líder supremo é uma mistura de autoridade política e religiosa. Ali Khamenei é o chefe de Estado do Irã, mas também é o aiatolá – um título de autoridade usado na hierarquia religiosa do islamismo xiita.

O cargo de líder supremo foi instituído no Irã em 1979, graças a um episódio central no Oriente Médio conhecido como Revolução Iraniana. Antes da revolução, o Irã, sob o comando de Mohammad Reza Shah Pahlavi, era um país bem diferente.

Mohammad Reza era um monarca que detinha o título de xá. Xá vem do persa e significa “rei”. O xá era o governante absoluto do Irã. Ele detinha o controle total sobre o poder executivo, legislativo e judicial – o que significa que era o que nós chamamos de autocrata.

Mas o xá, diferente do aiatolá, era aliado dos Estados Unidos e muitos persas entendiam que a proximidade dele com Washington gerava uma influência estrangeira excessiva na vida política e econômica do Irã.

É nesse contexto que acontece a Revolução Iraniana. Em 1979, um antigo desafeto do xá – o aiatolá Ruhollah Khomeini – liderou um movimento popular que transformou o Irã de uma monarquia absolutista pró-Ocidente numa teocracia islâmica xiita veementemente anti-Ocidente.

É esse regime que vem sendo testado militarmente por Israel e Estados Unidos nesse momento.

O que acontece agora que americanos e israelenses assassinaram o aiatolá? E se o presidente do Irã for morto também? No papel, a Constituição iraniana prevê mecanismos de sucessão. Se o presidente morre, o primeiro vice-presidente assume e um conselho organiza novas eleições em até 50 dias. Se o líder supremo morre, a Assembleia de Especialistas se reúne para escolher um novo líder “no menor tempo possível”, e um conselho interino assume as funções nesse intervalo.

Mas existe um problema: se o líder supremo e o presidente morrem ao mesmo tempo – e sob bombardeio estrangeiro –, esses procedimentos podem não valer muita coisa. A sucessão presidencial, por exemplo, precisa formalmente da aprovação do líder supremo. Se ele não está vivo, quem aprova?

No fim, manda quem controla as armas. E quem tem esse papel? Essa resposta não é tão simples.

A revolução de 1979 derrubou um regime que dependia de um exército profissional. Para os aiatolás, isso deixou uma lição bem evidente: se você concentra o monopólio das armas num corpo militar tradicional, cria um candidato natural a árbitro do poder – que pode se voltar contra você a qualquer momento.

Por isso, o Irã tem duas forças militares.

 

As Forças Armadas do Irã são conhecidas como Artesh. Elas existem desde antes da Revolução e foram mantidas pelos aiatolás. Mas, desde a Revolução, um dos pilares do regime iraniano é a Guarda Revolucionária Islâmica.

A Guarda não é um exército convencional – é uma força militar e política criada para proteger os ideais da revolução. Ela tem os seus próprios soldados, a sua própria marinha, a sua própria força aérea e até um braço econômico que controla grandes empresas iranianas. No fim, é a lealdade da Guarda Revolucionária ao líder supremo que sustenta o regime.

A Guarda Revolucionária não é apenas o braço militar do regime – é o seu esqueleto. Entre as suas inúmeras funções está manter debaixo do seu guarda-chuva a milícia Basij, uma rede paramilitar com centenas de milhares de voluntários espalhados pelo país, indispensável para o regime.

O que acontece com essa estrutura quando o aiatolá morre assassinado por forças estrangeiras?

Se, após os ataques, a Guarda Revolucionária permanecer unida, o Estado iraniano provavelmente sobrevive, ainda que debilitado. Se a Guarda rachar – com comandantes regionais seguindo ordens diferentes, e facções disputando poder –, aí o cenário é bem diferente.

É essa variável que define qual dos caminhos possíveis o Irã seguiria após a morte do aiatolá.

Há inúmeros caminhos. Vou destacar quatro possibilidades.

Cenário 1: Muda o rosto do regime, o regime permanece onde está

O aiatolá morreu, mas a Guarda Revolucionária e os seus aliados conseguem manter a ordem. A Assembleia de Especialistas escolhe um novo líder supremo – alguém aceitável para os militares. E o governo provisório passa a funcionar como um comitê de guerra.

A narrativa oficial seria de defesa da pátria. A vigilância aumenta, a repressão se intensifica, mas o Estado continua funcionando.

Resultado: o Irã perde o seu líder, mas não muda de natureza. Como uma cobra que troca de pele.

Há uma variável dentro desse cenário: o próprio regime pode se reinventar.

Neste cenário, a Guarda Revolucionária e uma ala de tecnocratas produziriam um arranjo novo – um líder supremo com menos poder real e mais pragmático. Mais ou menos como aconteceu na Venezuela.

Haveria concessões cosméticas, talvez relaxamento de algumas regras sociais, talvez uma abertura retórica ao diálogo com o Ocidente. Mas sem pluralismo de verdade.

Se o mercado internacional perceber que o novo arranjo reduz o risco de guerra, pode haver algum alívio nas sanções. Os investidores são pragmáticos: eles não se importam com quem manda, desde que haja previsibilidade.

Mas a sociedade tende a ficar desconfiada. Os jovens, que já foram às ruas tantas vezes, podem ver a mudança como um truque. E se ficar claro que tudo não passa de uma troca de fachada, a frustração acumulada tende a explodir mais uma vez – talvez com mais força.

Cenário 2: A rua vence

No cenário mais otimista, o Irã pode passar por uma cascata revolucionária.

Em regimes autoritários, muita gente é contra o governo, mas ninguém sabe dizer quantas pessoas pensam da mesma forma. Cada indivíduo esconde a sua verdadeira opinião porque o custo de se expor sozinho é alto demais. É o que o economista Timur Kuran chama de “falsificação de preferências”: todo mundo finge lealdade – até que, de repente, alguém não finge mais.

Quando um número suficiente de pessoas vai às ruas, o cálculo muda. Se eu vejo mil pessoas protestando, a chance de me juntar a elas aumenta um pouco. Se vejo cem mil, aumenta mais ainda. A partir de certo ponto, o movimento vira avalanche – porque até quem tinha medo agora tem mais medo de ficar de fora do que de participar.

É uma cascata: cada adesão provoca a seguinte.

A pesquisadora Erica Chenoweth, de Harvard, diz que movimentos de resistência civil não violenta têm uma vantagem estrutural importante: eles ampliam a participação muito além dos militantes tradicionais e, com isso, aumentam a chance daquilo que é o verdadeiro gatilho de queda de regimes – defecções dentro das próprias forças de segurança.

Não é a rua sozinha que derruba um governo. É a rua + a greve + a recusa de policiais e soldados em atirar na própria população.

E o Irã tem um precedente poderoso disso: a própria Revolução Iraniana.

Em 1979, as greves no setor de petróleo foram decisivas para paralisar o Estado. Quando os trabalhadores das refinarias cruzaram os braços, o xá perdeu a sua principal fonte de receita – e, com ela, a capacidade de manter a máquina funcionando. O Grande Bazar de Teerã fechou as portas em solidariedade. Parte do exército também se recusou a reprimir. A combinação desses fatores foi o que de fato derrubou o xá.

Esse roteiro pode se repetir? Em tese, sim. Nos protestos mais recentes, já houve sinais de que comerciantes do bazar estão se voltando contra o regime, frustrados com as perdas econômicas e com o domínio da Guarda Revolucionária sobre a economia. Se uma onda de protestos em massa se combinar com paralisações em setores estratégicos – petróleo, transporte, comércio – e com rachaduras no aparato de segurança, o regime pode cair.

Mas há dois obstáculos sérios.

O primeiro é o contexto de guerra. Quando a ruptura é provocada por um ataque militar externo, o regime ganha um argumento poderoso. Mesmo pessoas que odeiam o governo podem hesitar em ir às ruas enquanto bombas americanas e israelenses caem sobre o país. A fronteira entre “oposição ao regime” e “traição à pátria” fica borrada – e o regime pode explorar essa ambiguidade.

O segundo é o apagão. Teerã já demonstrou, em protestos anteriores, que sabe cortar a internet e as comunicações para impedir a coordenação entre manifestantes. Sem WhatsApp, Telegram ou redes sociais, organizar um movimento nacional fica exponencialmente mais difícil. A cascata depende de informação circulando – e o regime sabe disso.

Bem sucedida, essa cascata pode gerar novos partidos e eleições, e provocar um mundo novo.

Cenário 3: O fantasma da Líbia

Esse é o cenário que ninguém quer – mas que não pode ser inteiramente descartado. É o que aconteceu na Líbia depois da queda de Muamar Kadafi em 2011: o líder caiu, mas ninguém conseguiu preencher o vazio. A Líbia se estilhaçou em milícias rivais, governos paralelos e zonas de influência estrangeira. Esse é o cenário que os iranianos mais temem.

É verdade que o Irã tem pouca semelhança estrutural com a Líbia de 2011, ou com o Iraque de 2003, ou com a Síria de 2011.

O Iraque e a Síria eram, em certa medida, construções pós-otomanas – países cujas fronteiras foram traçadas por potências coloniais europeias com pouca consideração pela realidade étnica e religiosa do território. Nesses lugares, quando os regimes autoritários caíram, a capacidade do Estado colapsou junto, e a disputa pelo poder passou a ser organizada por redes armadas.

O Irã é diferente. O Irã é um Estado-nação com milênios de continuidade histórica. A identidade persa não foi inventada por um diplomata europeu num mapa – ela foi forjada por séculos de império, língua, literatura e diferentes experimentos políticos. Tudo isso atravessa linhas ideológicas. E importa, porque é esse tecido que segura um país unido quando quem controla Teerã sai de cena.

O Irã também tem algo que a Líbia de Kadafi não tinha: densidade institucional. O aparato de Estado iraniano – com todas as suas distorções – é funcional. Há burocracia, universidades, infraestrutura, sistema de saúde. Quando Kadafi caiu, não havia praticamente nada por baixo para segurar o país. No Irã, há inúmeras camadas.

Há, ainda, o fator humano. A população iraniana é uma das mais educadas do Oriente Médio. Nas coortes mais jovens, as mulheres já são maioria no ensino superior – o que ajuda a explicar por que os movimentos de protesto ganham escala e persistência mesmo sob repressão.

A diáspora iraniana, espalhada pelo mundo, é extraordinariamente qualificada: nos Estados Unidos, quase 60% dos imigrantes iranianos têm diploma universitário ou mais, um índice superior ao da média americana. Esse grupo não irá salvar o Irã sozinho, mas representa um estoque de conhecimento técnico e redes transnacionais que pode fazer diferença num cenário de reconstrução.

A própria dinâmica dos protestos recentes mostra uma capacidade de organização horizontal que não existia no Iraque de Saddam nem na Líbia de Kadafi. Os protestos de 2026 se espalharam por centenas de localidades e dezenas de universidades em praticamente todas as províncias do país. Não é um movimento concentrado em Teerã.

Tudo isso reduz a probabilidade de que a queda do topo se converta automaticamente em pulverização territorial do poder.

Mas – e aqui está o “mas” que não pode ser ignorado – reduzir a probabilidade não é a mesma coisa que eliminá-la.

O risco de “virar Líbia” não vem da diversidade étnica em si – o Irã tem curdos, azeris, baluches, árabes, mas tem também um nacionalismo capaz de colar esses grupos todos. O risco vem da fragmentação do comando coercitivo; da multiplicação de atores armados sem controle central; de uma crise fiscal que impeça o Estado de pagar salários e manter serviços; de uma competição entre potências estrangeiras patrocinando facções diferentes dentro do país.

Essa é exatamente a combinação que a literatura acadêmica sobre mudança de regime imposta por forças externas associa ao salto de probabilidade para uma guerra civil.

Há razões concretas para temer que alguns desses gatilhos se ativem. Se a guerra destruir a infraestrutura de petróleo e gás, o governo perde a sua principal fonte de receita – e sem receita, ele não paga salários, não mantém subsídios e não financia os serviços públicos.

Se o Estreito de Ormuz virar uma zona de combate, o choque não fica limitado ao Irã – atinge os mercados globais de energia, e a pressão internacional para “resolver” a crise pode acabar alimentando ainda mais a competição entre potências por influência no país.

Se facções da Guarda Revolucionária começarem a operar como feudos regionais autônomos – cada uma controlando um pedaço do território e da economia –, o caminho para a fragmentação fica escancarado.

E o Irã tem quase 90 milhões de habitantes, armas sofisticadas e fronteiras com o Iraque, o Afeganistão e o Paquistão. Uma fragmentação desse lugar não ficaria contida dentro das suas fronteiras. Geraria fluxos de refugiados, desestabilizaria os vizinhos e criaria um vácuo que grupos armados de todo tipo tentariam preencher.

Cenário 4: A volta dos que não foram

Por fim, existe um nome que não pode ser excluído dessa conversa: o de Reza Pahlavi.

Pahlavi é o filho mais velho do último xá do Irã – o que foi derrubado pela Revolução de 1979. Ele tinha 18 anos quando o pai perdeu o trono. Desde então, vive no exílio, mora nos Estados Unidos e, ao longo das últimas décadas, vem tentando se posicionar como uma figura de transição para um Irã pós-teocrático.

Reuters conta que Steve Witkoff, enviado da Casa Branca, se encontrou com Pahlavi para discutir os protestos no Irã. Aparentemente, ele apresentou um plano de emergência para o período pós-colapso, com foco em garantir defecções no aparato de segurança e manter a continuidade dos serviços públicos.

Ou seja: parece haver gente em Washington levando essa hipótese a sério.

O cenário, em tese, funcionaria assim: com o regime decapitado e o país em crise, os Estados Unidos e Israel patrocinariam a formação de um governo de transição liderado por Pahlavi – seja como chefe de Estado provisório, ou como uma figura central de um conselho de transição. Pahlavi traria junto a marca da monarquia, uma rede de contatos no Ocidente e a promessa de um Irã secular, aberto e integrado ao mundo.

É um roteiro atraente – especialmente para quem enxerga de fora. Mas, por dentro, cheio de armadilhas.

A primeira é a mais evidente: legitimidade. Reza Pahlavi é conhecido no exterior, mas dentro do Irã a sua base de apoio é bastante incerta. O próprio Donald Trump, segundo a Reuters, questionou abertamente se ele teria capacidade de angariar apoio entre os iranianos.

E há uma boa razão para essa dúvida. A monarquia Pahlavi não é lembrada com carinho pelos iranianos. O xá era um autocrata. A sua polícia secreta – a SAVAK – era bem violenta. Muitos iranianos que protestam contra os aiatolás também não querem a volta de nada que lembre o regime anterior. Trocar uma autocracia por outra não é exatamente o que a população está pedindo.

A segunda armadilha é o carimbo de fantoche.

A Revolução de 1979 nasceu da rejeição à influência americana sobre o Irã. Toda a identidade da República Islâmica foi construída em oposição a Washington. Se Reza Pahlavi for visto como alguém colocado no poder pelos americanos, a sua legitimidade evapora antes de começar.

Isso não significa que Pahlavi seja irrelevante. Significa que o cenário mais plausível envolvendo o seu nome não é uma tomada de poder – com ele desembarcando em Teerã sob escolta americana, como num filme dirigido pelo Michael Bay. É, no máximo, de Pahlavi ser um líder simbólico de uma frente ampla de transição.

Ainda assim, o desafio fundamental permanece. Qualquer transição no Irã esbarrará na mesma pergunta de sempre: quem controla as armas?

Reza Pahlavi não controla nenhuma.

E agora? Com o aiatolá assassinado, o que acontece?

No fim, ninguém sabe. Essa é a resposta honesta. Ninguém sabe o que acontece quando você remove o topo de um regime de 46 anos, num país de 90 milhões de pessoas, sob bombardeio estrangeiro, com a economia em colapso, a população nas ruas e o mundo inteiro assistindo.

O regime pode sobreviver com outro rosto. A rua pode vencer. O país pode se estilhaçar. Um herdeiro no exílio pode tentar voltar. Ou pode acontecer algo que nenhum analista previu – porque revoluções, por definição, não pedem licença.

O que dá para cravar é que o Irã de amanhã não será o Irã de ontem. Mas qual Irã será, isso depende de decisões que estão sendo tomadas nesse momento – em quartéis, em mesquitas, nas ruas e nas salas de comando em Washington e Jerusalém – por pessoas que também não fazem a menor ideia de como isso tudo termina.

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Opinião por Rodrigo da Silva

É jornalista e criador do canal Spotniks, do YouTube. Em suas colunas, usa texto, vídeo, gráfico, mapa e fotografia para ajudar o público a entender os maiores eventos globais, com clareza e contexto.

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