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6° FESTIVAL – KADA SHAWA KAYA: O Coração Verde que Resiste: A Ancestralidade Viva nas Florestas do Acre; veja o vídeo

Publicado em 01/02/2026

Imagem: Reprodução do Instagram

6° FESTIVAL – KADA SHAWA KAYA

RIO BRANCO – A floresta não é apenas um conjunto de árvores ou um depósito de recursos naturais; ela é um organismo vivo que pulsa. No Acre, essa pulsação tem ritmo, voz e nome. Sob o dossel das árvores gigantescas, vivem os verdadeiros guardiões do bioma: os povos originários, cujas trajetórias se confundem com a própria história da terra.

Para esses povos, a preservação ambiental não é um conceito teórico ou uma meta de sustentabilidade de gabinete. É uma questão de sobrevivência e identidade. Valorizar essa cultura é entender que o futuro do planeta está intrinsecamente ligado ao respeito às raízes daqueles que tratam a floresta como mãe e farmácia, escola e santuário.


Foto: Cleiton Lopes -Secom

Saberes que Atravessam Gerações

Caminhar por uma aldeia no interior do Acre é mergulhar em um universo de conhecimentos milenares. A relação entre o homem e a natureza é regida por uma delicada harmonia. Cada planta tem um propósito, cada animal carrega um simbolismo e cada rio conta uma história.

  • Medicina da Floresta: O conhecimento sobre ervas, raízes e rituais de cura que a ciência ocidental ainda tenta catalogar.

  • Gestão Territorial: Técnicas de manejo que garantem a regeneração da mata enquanto provêm o sustento.

  • Espiritualidade: Uma conexão profunda onde a floresta é habitada pelo Espírito de Deus que emana energias que exigem respeito e equilíbrio.

“A floresta é nossa vida. Sem ela, o povo adoece e a memória morre. Nós não somos donos da terra, nós somos parte dela”, afirma uma liderança indígena local.

Foto: Cleiton Lopes -Secom

Resistência e Identidade

A história dos povos do Acre é marcada por uma resiliência inabalável. Diante das pressões do desmatamento, do agronegócio predatório e da invasão de terras, as comunidades mantêm erguidos seus costumes e línguas. Essa resistência não é apenas política; é cultural. Ela se manifesta no grafismo corporal, no artesanato de sementes, nos cantos ancestrais e na forma como as novas gerações são ensinadas a amar o chão onde pisam.

Reconhecer essa luta é fundamental para qualquer projeto de futuro. A identidade acreana está profundamente enraizada na herança indígena, e ignorar essa base é desmoronar a estrutura da própria sociedade regional.


Foto: Cleiton Lopes -Secom

O Futuro Nasce das Raízes

O debate sobre as mudanças climáticas coloca o Acre no centro do mundo. No entanto, a solução para a crise ambiental pode estar menos em tecnologias complexas e mais na escuta ativa dessas comunidades. Os povos originários são os detentores das chaves para uma convivência pacífica e duradoura com o ecossistema.

O amor pela floresta, passado de geração em geração, é o que sustenta a vida no presente e garante o ar que respiraremos amanhã. Proteger o território indígena é, em última análise, proteger a humanidade.

Veja o vídeo | Instagram do governo do Acre

Vídeo: Uma reprodução | Agência de Notícias do Acre

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