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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
O RIO BRANCO
Artigos do Narciso

Extrema bagunça.

Publicado em 19/01/2026

Historicamente, no nosso país, os nossos partidos políticos nunca fizeram para merecer respeito.

Se antes já era ruim, presentemente, o nosso sistema político-partidário encontra-se bastante piorado diria até, apodrecido. Prova disto, recentemente, a meninada do MBL, um dos nossos movimentos entre os tantos que tem surgido no nosso país, para em seguida, serem enterrados nos cemitérios onde jazem centenas de outros partidos.

Ao novíssimo partido deram o apelido de Missão e seu atestado de nascimento ocorreu no dia 04 de novembro de 2025, quando o nosso TSE-Tribunal Superior Eleitoral deu-lhes vida. E mais: a sua aprovação contou com a unanimidade, de 100%, dos membros da referida corte.

Pelo acima exposto o tal Missão adquiriu o direito de indicar até mesmo um candidato a presidência nas eleições de 2026. Isto me faz lembrar uma frase que é atribuída ao então presidente da França, general Charles de Goulle “o Brasil não é um país sério”.

Se vivo fosse o próprio de Goulle poderia dizer: “no Brasil, o seu sistema político-partidário é completamente avacalhado e corrupto. Para tanto, não é demais lembrar que duas das nossas mais expressivas figuras do nosso ambiente político, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-quase tudo: prefeito, governador, ministro de Estado e três vezes candidato a presidência, Ciro Gomes, já foram filiados a uma dezena de partidos.

 Trocando-se em miúdos: aqui no nosso Acre, não faz muito tempo, e pelo longevo espaço de 20 anos, praticamente todos os nossos atuais representantes políticos, fizeram de tudo para conseguir enfiar os seus focinhos na gamela do petismo/vianismo e ora renegam.

De quem é culpa de tamanha bagunça? Obviamente, do nosso bagunçado sistema político-partidário, seja pela sua quantidade, seja pelas baixíssimas qualidades dos seus dirigentes. .

Qual o país do mundo que estabeleceu as tais emendas aos seus orçamentos públicos e aos moldes como foi instituído no Brasil? Sejamos, além de sinceros, oportunos, nenhum. Mesmo assim, anualmente, faça chuva ou faça sol, ocorram calamidades públicas ou não, mais de R$-60 bilhões escoam pelos ralos das referidas emendas e sem dúvidas, para alimentar a nossa já grossa corrupção.

Não em defesa dos congressistas acreanos, dos nossos senadores e deputados federais, até porque, nem a manutenção e nem fim das referidas emendas dependem tão somente deles, entretanto, ao se acumpliciarem e tirarem proveitos de um sistema inquestionavelmente corrupto, que na nossa próxima campanha eleitoral não venham com a velha e surrada história, que são contrários a corrupção.

Falando-se de corrupção, as tais emendas já foram muito longe.

                                        

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