Publicado em 04/01/2026
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, posicionou-se oficialmente no sábado (3) contra o uso de força militar na Venezuela. Apesar de reiterar críticas contundentes à gestão de Nicolás Maduro, a ministra defendeu que a solução para a crise política no país vizinho deve ser pautada pelo multilateralismo, e não por ações armadas externas.
Rejeição ao autoritarismo e à força bruta
Em declaração fundamentada na ética política, Marina Silva argumentou que divergências ideológicas e retrocessos democráticos não legitimam incursões militares. “Princípios e valores não podem ser relativizados”, afirmou a ministra, ressaltando que práticas autoritárias do governo venezuelano não justificam uma intervenção dessa natureza, a qual classificou como uma afronta à soberania e aos acordos internacionais.
Memória histórica e multilateralismo
A ministra alertou que medidas impositivas baseadas na “lógica do mais forte” ignoram a história da América Latina e do Caribe, marcada por feridas de intervenções externas anteriores. Segundo Marina, o combate ao autoritarismo não deve ser feito com métodos igualmente autoritários ou bélicos. Para a autoridade, o fórum adequado para a resolução do conflito é a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de canais multilaterais.
O papel da diplomacia brasileira
Ao encerrar seu pronunciamento, Marina Silva reforçou a importância de o Brasil manter sua tradição de mediador. Ela defendeu a continuidade dos esforços diplomáticos para restaurar a democracia na Venezuela, priorizando a cooperação entre as nações e a manutenção da região como uma zona de paz e estabilidade.

