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Taxa de analfabetismo no Acre supera média nacional e expõe desafio educacional

Publicado em 02/01/2026

O Acre registrou taxa de analfabetismo de 9,4% entre pessoas com 15 anos ou mais, conforme aponta a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice coloca o estado acima da média nacional e evidencia dificuldades no avanço da Meta 9 do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece a erradicação do analfabetismo nessa faixa etária.

Os dados têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Em âmbito nacional, a taxa de analfabetismo foi de 5,3% em 2024, o que representa uma redução de 1,4 ponto percentual em relação a 2016, quando o índice era de 6,7%. A queda, segundo o IBGE, ocorreu de forma gradual ao longo dos anos e está relacionada, principalmente, ao envelhecimento da população analfabeta.

Entre os jovens de 15 a 24 anos, o analfabetismo permanece abaixo de 1% desde 2016, indicando avanços no acesso e permanência na educação básica. No entanto, o problema segue concentrado nas faixas etárias mais elevadas, sobretudo entre pessoas em situação de maior vulnerabilidade social.

A pesquisa também evidencia a influência direta da renda sobre os níveis de alfabetização. Em 2024, entre os 20% mais ricos da população, o analfabetismo foi praticamente inexistente até os 49 anos, ficando abaixo de 0,3% e ultrapassando 1% apenas a partir dos 60 anos. Já entre os 20% mais pobres, embora a taxa entre jovens também seja inferior a 1%, os percentuais aumentam significativamente com a idade, alcançando 33,5% entre pessoas com 80 anos ou mais.

O levantamento do IBGE aponta ainda profundas desigualdades regionais. A Região Nordeste apresentou a maior taxa de analfabetismo do país em 2024, com 11,1%, mais que o dobro da média nacional. Alagoas e Piauí lideraram os índices, com 14,2% e 13,8%, respectivamente. Em contraste, estados como o Distrito Federal (1,8%), Santa Catarina (1,9%) e Rio de Janeiro (2,0%) registraram os menores percentuais.

Os números reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à alfabetização de jovens, adultos e idosos, especialmente em regiões e grupos sociais historicamente mais vulneráveis, como forma de reduzir desigualdades e ampliar o acesso à cidadania.

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