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Programa Presídios Leitores abre inscrições para banco de avaliadores

Publicado em 14/11/2025

“A liberdade passa pela leitura”. A frase, que virou slogan de um dos projetos educativos mais bem-sucedidos do sistema penitenciário, expressa o impacto que a leitura tem gerado na vida de detentos no Acre.

A cada livro lido, o detendo pode remir quatro 4 de pena. Foto: Zayra Amorim

O projeto, que é desenvolvido em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Sena Madureira e Senador Guiomard, por meio de parcerias entre o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), Universidade Federal do Acre (Ufac), Instituto Federal do Acre (Ifac) e outras instituições, propicia, além de conhecimento, remição de pena. A cada livro lido, o detento pode remir quatro dias de pena.

Programa Presídios Leitores foi abordado em exposição realizada em dezembro de 2024 na Ufac. Foto:

Outro ponto importante, é que, após a leitura, o detento precisa escrever um resumo sobre a obra, encaminhado aos avaliadores do programa, que, após análise do texto, confirmam à Justiça que os detentos fizeram a leitura do livro.

Para que isso aconteça, o Presídio Leitores conta com um banco de avaliadores que trabalha de forma voluntária. Maria José Costa, coordenadora do programa, explica que quem deseja fazer parte do projeto, em Rio Branco e Sena Madureira, pode fazer sua inscrição até o dia 19 de novembro.

Coordenadora do Programa Presídio Leitores, Maria José Costa participa de ação do projeto. Foto: Zayra Amorim

As inscrições podem ser feitas por meio de formulários, disponíveis nos links para Sena Madureira e para Rio Branco. Tanto servidores do Iapen quanto professores e acadêmicos podem se inscrever no programa: “Quem tiver interesse em participar é só se inscrever e fazer a oficina. Todos serão bem-vindos”, afirma a coordenadora.

As oficinas de capacitação para novos avaliadores serão realizadas no dia 18 de novembro em Rio Branco e no dia 19 em Sena Madureira. Nos demais municípios onde o programa é desenvolvido, as oficinas já foram realizadas.

A chefe da Divisão de Educação Prisional do Iapen, Margarete Frota, afirma que o projeto já impactou a vida dos detentos: “Esse é um projeto que tem despertado, em muitos privados de liberdade, o desejo de mudança. A leitura tem levado os participantes a refletirem sobre a vida e sobre suas ações. Isso é notado no dia a dia, no modo como eles passam a enxergar as coisas. Sem dúvidas, a leitura liberta”.

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