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Defesa Civil Municipal e Serviço Geológico do Brasil realizam mapeamento de áreas de risco em Rio Branco

Publicado em 10/09/2025

Equipes do Serviço Geológico do Brasil (SGB) estão em Rio Branco realizando um mapeamento de áreas de risco de desmoronamentos, em parceria com a Defesa Civil Municipal. O objetivo é identificar os locais suscetíveis a desastres e adotar medidas preventivas, evitando maiores danos às famílias que vivem nessas regiões.

Na manhã desta quarta-feira (10), as equipes percorreram o bairro Taquari, no Segundo Distrito, uma das áreas mais afetadas pelas enchentes durante o período do inverno amazônico.

Francisca Conceição Silva, catadora de material reciclável, reside no bairro Taquari. A autônoma ressalta sobre as dificuldades enfrentadas durante o período chuvoso.

“Aqui é horrível. A alagação chega e a gente já fica com medo antes de chegar o inverno. Porque quando já começa a chover, as nossas casas alaga com a chuva. A nossa casa de madeira fica toda mole, as de alvenaria, ficam caindo aos poucos.”

O subcoordenador da Defesa Civil da capital, coronel José Glácio, que acompanha de perto o trabalho, destacou a importância da ação preventiva.

“O Serviço Geológico do Brasil está fazendo um monitoramento aqui no bairro Taquari sobre o risco geológico. Todos nós sabemos que aqui o risco, praticamente todo o bairro é hidrológico, mas também acontecem casos de desmoronamento. Observamos que onde existe problema geológico, as residências mais afetadas são as construídas em alvenaria, porque quando há movimentação do solo, a alvenaria racha. Já as construídas em madeira sofrem menos, mas precisam de manutenção constante.”

O geólogo do Serviço Geológico do Brasil, Luiz Fernando dos Santos, ressalta que a atualização do mapeamento das áreas de risco é fundamental para subsidiar planos de contingência e orientar futuras ações de urbanização, infraestrutura e prevenção, garantindo mais segurança e qualidade de vida para a população.

“No Taquari, a principal questão são as inundações, causadas pelos rios, córregos, igarapés e pelo Rio Acre, que geram processos de inundação e erosão das margens. Quando há desbarrancamento, esses são os principais processos que observamos aqui.”

Com base no levantamento realizado, que seguirá durante toda a semana, as informações poderão ser utilizadas pelas secretarias de planejamento e pela prefeitura em casos de sinistros naturais, facilitando a requisição de recursos junto ao governo federal de forma ágil.

[Assessoria]

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