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Vereadores justificam recusa em assinar CPI contra superintendente da RBTrans: “Faltam provas concretas”

Publicado em 26/08/2025

Na sessão desta terça-feira (26) da Câmara Municipal de Rio Branco, vereadores aliados e independentes responderam às críticas por não apoiarem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de assédio moral contra o atual superintendente da RBTrans, Clendes Vilas Boas.

A proposta de CPI ainda não saiu do papel, e parlamentares justificam a cautela com base na ausência de provas contundentes. Segundo o vereador Aiache, a Câmara já tomou providências ao assinar um pedido de afastamento do superintendente e encaminhar o caso ao Ministério Público.

“Encaminhamos ao MP, que tem os meios legais para investigar. Não vamos transformar a CPI em ferramenta de disputa política. A Comissão da Mulher iniciou apurações, mas os trabalhos foram interrompidos e os documentos devem ser entregues ao Ministério Público. Se aparecerem provas concretas, eu serei o primeiro a apoiar a CPI. Por enquanto, temos apenas relatos”, afirmou Aiache.

Ele também pontuou que atos administrativos como cortes de gratificações ou cobranças de pontualidade não configuram, por si só, assédio moral.

Na mesma linha, o vereador Zé Lopes afirmou que tem buscado informações desde que as denúncias surgiram, mas sem obter dados consistentes. Ele citou que tentou ouvir os servidores que se dizem vítimas, mas nenhum compareceu às reuniões agendadas em seu gabinete.

“Tive uma longa conversa com o ex-superintendente Benício Dias, que apresentou informações, mas nada que se sustente como prova. O Ministério Público já está acompanhando, e isso me dá segurança. Se houver um relatório claro do MP, eu assino a CPI sem hesitar”, garantiu Lopes.

Ele também ressaltou que uma CPI só pode ser instaurada com a adesão de ao menos sete vereadores e que, apesar das cobranças, não participará de processos que não considere fundamentados.

“Eu ajo com responsabilidade. Não basta assinar por pressão. A apuração precisa estar amparada em fatos sólidos, e esse momento ainda não chegou”, finalizou.

[KEVIN MORAIS]

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