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Policial

Mistério da Bebê Desaparecida: Novas Pistas no Caso Yara Paulino

Publicado em 13/07/2025

Foto: Reprodução – * Colaboração do Contilnet

Delegado divulga detalhes novos sobre o caso Yara Paulino de bebê desaparecido

Cerca de quatro meses após o homicídio de Yara Paulino, 25 anos, ocorrido em 24 de fevereiro na Cidade do Povo, em Rio Branco, a filha da vítima, a bebê Cristina Maria, continua desaparecida. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) continua investigando o caso e considera a hipótese de que a criança tenha sido removida dos pais de maneira consensual e, em seguida, mantida em local desconhecido.

Em entrevista ao ContilNet, o delegado Alcino Júnior, encarregado do caso, compartilhou informações que corroboram essa direção investigativa. De acordo com ele, há indícios de que a mãe da criança teria envolvimento em um possível acordo para entregar a filha a outras pessoas. Essa prática, embora ilegal, segundo o delegado, não é rara em situações de vulnerabilidade social.

“Existe uma prática que descobrimos depois e que não é tão incomum. A Yara era dependente química, vivia como andarilha na Cidade do Povo. O pai da criança também tinha esse perfil. Muitas vezes, quando nasce uma criança de pais nessa condição, já existe algum tipo de acerto para entregar a criança a terceiros, seja por doação informal ou até por interesses financeiros”, explicou o delegado.

Alcino sugere que Yara pode ter mudado de ideia e decidido não entregar a filha, o que poderia ter levado à sua morte. Na Cidade do Povo, ela foi linchada em via pública e encontrada morta.

O delegado responsável pelas investigações deu detalhes sobre o andamento das buscas pela bebê/ Foto: ContilNet

“Parece ser uma mistura entre subtração de incapaz com um consentimento inicial. A mãe pode ter desistido da entrega, o que teria gerado um conflito e, possivelmente, resultado no crime contra ela”, completou.

A polícia tem conduzido investigações para encontrar a bebê Cristina Maria desde aquele momento. Duas investigações recentes foram realizadas nas cidades de Xapuri e Porto Acre, onde surgiram indícios de que crianças com traços parecidos com os da filha de Yara poderiam ser a própria. Entretanto, após análise, ambas as ocorrências foram descartadas.

“Recebemos uma denúncia em Porto Acre envolvendo familiares de pessoas que poderiam estar com a criança. Depois, outro caso muito parecido surgiu em Xapuri, com uma criança de mãe também dependente química e que teria sido entregue a outra família. Era tudo muito semelhante, até a data de nascimento coincidia, mas após checagens, constatamos que não se tratava da Cristina”, relatou o delegado.

De acordo com ele, a maior dificuldade é a ausência de registros atualizados da criança. “Só temos uma foto da bebê. Não sabemos como ela estaria hoje, o que dificulta ainda mais as buscas”, declarou.

Embora as investigações tenham avançado, a polícia ainda não conseguiu obter evidências sólidas sobre o paradeiro de Cristina Maria nem identificar possíveis envolvidos em seu desaparecimento. O caso continua em aberto, e a DHPP solicita que qualquer informação que possa auxiliar nas investigações seja encaminhada às autoridades.

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