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Enfermeira morre em UPA com sinais de agressão e companheiro é suspeito de feminicídio

Publicado em 01/07/2025

A Polícia Civil do Acre investiga a morte da enfermeira Jonnavila Mendes, de 32 anos, ocorrida na noite de domingo (29) em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Segundo Distrito de Rio Branco. Ela deu entrada na unidade com dores no corpo e dificuldade para respirar, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

De acordo com a equipe médica, Jonnavila chegou ao local acompanhada de A.P.S.L., com quem mantinha um relacionamento. Ainda durante a triagem, ela perdeu a consciência e foi levada para a sala vermelha, onde recebeu atendimento emergencial, mas morreu por volta das 22h.

Durante os procedimentos de preparação do corpo, profissionais de saúde notaram hematomas em diferentes partes do corpo da vítima. A Polícia Militar e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados e o caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Família relata sinais de isolamento e mudança de comportamento

Familiares afirmaram que Jonnavila estava em um relacionamento com o suspeito há cerca de um ano e, nos últimos meses, teria se afastado de amigos, parentes e colegas de trabalho. Também relataram mudanças no comportamento e na forma de se vestir, o que consideraram incomum diante do clima quente da capital acreana.

Em maio, uma denúncia anônima sobre violência doméstica envolvendo o casal foi encaminhada às autoridades. Na ocasião, Jonnavila negou qualquer agressão.

Vizinhos relataram que brigas e discussões eram frequentes no apartamento onde o casal vivia. Alguns chegaram a pedir à proprietária a desocupação do imóvel devido aos conflitos recorrentes.

Pertences foram recuperados com apoio da PM

Após a morte, familiares enfrentaram dificuldades para reaver objetos pessoais de Jonnavila, como o celular e o carro, que estavam com o companheiro. Com apoio da Polícia Militar, conseguiram recuperar os itens. A família informou ainda que o celular da enfermeira foi acessado após sua morte e que mensagens pessoais foram apagadas. O caso também foi denunciado à Deam.

Diante da situação, a Justiça concedeu medida protetiva aos familiares e determinou reforço na segurança do velório.

Investigação em andamento

Na noite de segunda-feira (30), A.P.S.L. foi conduzido à delegacia, onde prestou depoimento e foi autuado por suspeita de ameaças. A Polícia Civil aguarda o resultado do laudo cadavérico para confirmar a causa da morte. Até o momento, o caso é investigado como possível feminicídio, mas ainda sem confirmação oficial.

A audiência de custódia do suspeito está marcada para esta terça-feira (1º), quando a Justiça decidirá se ele permanecerá preso ou será liberado. A delegacia responsável pelo caso não divulgou mais informações até o fechamento desta edição.

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