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Escandalo: estudantes denunciam irregularidades e prejuízos acadêmicos em saúde pública em universidade da Bolívia

Publicado em 29/11/2024
Estudantes da Universidade Amazônica de Pando (UAP), em Puerto Evo, relatam prejuízos acadêmicos e situações polêmicas relacionadas à disciplina de Saúde Pública I. Sob a responsabilidade da professora Mirna Victoria Zabala Poma, os alunos afirmam estar sendo prejudicados por decisões arbitrárias e práticas questionáveis, que incluem a recusa em atribuir notas, insinuações discriminatórias contra estudantes brasileiros e suspeitas de corrupção acadêmica.
O problema teria começado após a saída repentina da professora Katherine Aliaga, que lecionava a disciplina até a metade do ano letivo. Durante sua gestão, os estudantes participaram de uma feira sobre amamentação, realizada nas cidades de Puerto Evo e Plácido de Castro, atividade avaliada por vários docentes e autoridades da universidade. No entanto, a atual docente, licenciada Mirna Zabala, se recusa a conceder os 5 pontos correspondentes à referida atividade, argumentando que não é de sua competência e que não vai “dar notas de presente” a ninguém.
DISCRIMINAÇÃO E FALTA DE RESPEITO AOS ESTUDANTES
Além da controvérsia sobre as notas, os estudantes denunciam uma postura autoritária da professora, que teria afirmado que os estudantes brasileiros não têm direito de reclamar melhorias, sugerindo que, se estão insatisfeitos, retornem ao Brasil. A secretária da instituição, identificada como Judith, também teria negado ajuda aos estudantes, afirmando que, se não estão satisfeitos, deveriam estudar no próprio país, dizendo que “não pode fazer nada”.
DENÚNCIAS GRAVES: VENDA DE PROVAS E REPRESÁLIAS
Outro episódio alarmante envolve o filho menor de idade da professora Mirna, que teria sido flagrado vendendo provas aos estudantes durante o terceiro parcial. De acordo com os relatos, alguns alunos pagaram pelas provas e obtiveram notas altas. Contudo, no quarto parcial, o jovem não conseguiu acesso às provas, embora já tivesse recebido o dinheiro. Após ameaças feitas por alguns estudantes, o caso chegou ao conhecimento da professora, que teria respondido com represálias: aplicou uma prova extremamente difícil e se recusou a corrigir ou atribuir notas aos trabalhos realizados.
CONSEQUÊNCIAS PSICOLÓGICAS E ABANDONO ACADÊMICO
A crise na disciplina tem afetado gravemente os estudantes, levando muitos a desenvolver problemas psicológicos, como depressão e ataques de pânico. Outros cogitam abandonar o curso ou até evitar a matrícula na universidade devido aos escândalos recorrentes.
PEDIDOS DE INTERVENÇÃO
Os estudantes clamam pela intervenção das autoridades acadêmicas e da reitoria da UAP para resolver a situação. “Não estamos pedindo presentes, apenas o que nos corresponde por direito”, afirmou um dos estudantes. Eles exigem uma investigação sobre as práticas da professora Mirna Zabala e soluções urgentes para um ambiente educativo descrito como tóxico e desmotivador.
Até o momento, a universidade não emitiu um comunicado oficial sobre o caso.
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