Publicado em 06/06/2026
Foto: Neto Lucena/Secom
O autônomo Weverton Murieta, de 34 anos, uma das vítimas do desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, ocorrido na noite da última sexta-feira (5), em Sena Madureira detalhou os momentos de pavor que viveu no fundo do rio e revelou o que motivou sua ida até a estrutura, que já estava interditada.
Murieta explicou que estava em um caminhão na companhia de um amigo, identificado apenas como Morais, quando o grupo cruzou com o juiz Edinaldo Muniz nas proximidades da ponte.
“Ele [o juiz] perguntou pra mim onde que era a falha da ponte, aí ele pediu pra eu mostrar pra ele. Eu passei na frente para mostrar. Quando eu cheguei pertinho, a ponte desabou. Ela bateu no rio e eu desci direto no fundo”, relembrou.
Após o colapso repentino da estrutura, Weverton afundou totalmente, tocando o leito do rio antes de conseguir retornar à superfície.
“Eu voltei pra cima de novo e consegui ‘buiar’ [boiar] debaixo da ponte. Fiquei procurando um canto pra sair, até que encontrei um buraco e subi”, relatou o sobrevivente.
Ao se salvar, Murieta passou a procurar pelo companheiro de viagem. “Vi o Morais deitado nos escombros, tinha uns ferros nele. Vi que ele estava respirando, aí comecei a gritar e pedir socorro.”
Weverton admitiu que tinha conhecimento de que a ponte estava interditada para o tráfego, mas justificou que o grupo só se aproximou do local a pedido do magistrado. “Nós fomos mesmo por causa que o Morais conhece as pessoas e disse que era o juiz”, explicou.
O acidente mobilizou imediatamente uma força-tarefa do governo do Estado do Acre para resgatar os feridos e isolar a área.
As autoridades locais continuam monitorando a área do desabamento e investigando as causas que levaram ao colapso total da estrutura.

