Publicado em 03/06/2026
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Por Redação Metrópoles
As redes sociais se transformaram em um dos principais espaços de discussão sobre saúde mental. Sintomas, diagnósticos, relatos pessoais e orientações circulam diariamente para milhões de pessoas. O desafio, segundo especialistas, é comunicar temas complexos sem reduzir questões clínicas a explicações simplificadas ou estimular interpretações equivocadas.
O assunto foi debatido pelo psiquiatra Felipe Santaella durante o Brain Congress 2026, realizado em Porto Alegre, nesta quarta (3/6). Consultor externo do Departamento de Saúde Mental do Ministério da Saúde, ele chamou atenção para a forma como o ambiente digital influencia a maneira como as pessoas entendem o sofrimento psíquico, os transtornos mentais e até a própria identidade.
Segundo Santaella, a internet deixou de ser apenas uma ferramenta utilizada em momentos específicos do dia e passou a funcionar como uma extensão da vida cotidiana. “A tecnologia não é mais só um objeto. Ela é um ambiente e também uma extensão da nossa realidade”, destacou.
Os números ajudam a dimensionar esse cenário. De acordo com dados apresentados pelo especialista, mais de 92% da população brasileira tem acesso à internet e cerca de 88% utiliza redes sociais. O Brasil também está entre os líderes mundiais em consumo de conteúdo digital, com média de nove horas diárias de conexão.
Mais do que um espaço de entretenimento, as plataformas se tornaram locais onde experiências, relações e formas de sofrimento são compartilhadas e interpretadas.

