Publicado em 02/06/2026
Foto: Assessoria
Por Redação
Em uma ação de combate aos crimes transfronteiriços, a Receita Federal apreendeu, nesta terça-feira (2), uma carga ilegal contendo aproximadamente 4 mil peixes ornamentais. A apreensão ocorreu durante uma fiscalização de rotina na Inspetoria da Receita Federal em Assis Brasil, município acreano localizado na fronteira estratégica entre o Brasil e o Peru.
Durante a abordagem a um veículo que tentava deixar o território nacional, os Auditores-Fiscais identificaram o transporte irregular dos animais. A carga estava dividida igualmente entre duas espécies nativas da região amazônica:
2.000 exemplares da espécie Apistogramma;
2.000 exemplares da espécie Anostomus.

De acordo com a Receita Federal, a retenção dos peixes foi motivada pela total ausência de documentação que comprovasse a origem legal dos animais, além da falta de licença obrigatória para exportação. Informações preliminares coletadas no momento da abordagem indicam que os peixes ornamentais seriam levados para o mercado ilegal na China.
O que diz a fiscalização: A ausência de guias de transporte e de autorizações ambientais configura crime de contrabando e descaminho, alimentando o tráfico internacional de fauna silvestre.
Diante dos fortes indícios de crime ambiental e contrabando, a Polícia Federal foi acionada imediatamente para assumir o caso. Três suspeitos que estavam no veículo foram detidos e conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos à autoridade policial.
| Resumo da Ocorrência | |
| Local da apreensão: | Inspetoria da Receita Federal (Assis Brasil – AC) |
| Volume apreendido: | 4.000 peixes ornamentais |
| Encaminhamento dos detidos: | Polícia Federal |
| Destino dos animais: | Ibama (Brasiléia – AC) |
Os 4 mil peixes ornamentais foram resgatados e serão entregues aos cuidados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na sede do município vizinho de Brasiléia. O órgão ambiental ficará responsável pelo manejo adequado, triagem e posterior destinação dos espécimes.
Em nota, as autoridades destacaram que a atuação integrada entre a Receita Federal, a Polícia Federal e os órgãos ambientais é fundamental para sufocar as rotas do tráfico na Amazônia, reforçando o compromisso do Estado brasileiro na proteção da biodiversidade e na preservação dos recursos naturais.

