Publicado em 23/02/2026
A destruição do Supremo Tribunal Federal (STF) como uma casa de respeito já era obra avançada, com o teto e as paredes no chão, pela atuação do ministro Alexandre de Moraes. Ele, com o STF atrás de si, aboliu os direitos civis que estão na Constituição para instalar uma ditadura penal no Brasil – aberração que transformou o Supremo em delegacia de polícia destinada a reprimir adversários políticos do regime atual.
Mais dia, menos dia, a sua vez chagaria. Moraes tinha tudo para acabar no noticiário da imprensa internacional como uma dessas figuras de Terceiro Mundo que aparecem, de tempos em tempos, como sucessores de Idi Amin quando o ditador de Uganda, nos anos de 1970, entrava em sua personalidade de magistrado. Mas Toffoli chegou antes.
A insegurança jurídica criada nos últimos anos pelo STF, na qual ninguém sabe qual é a lei que está valendo hoje, superou as fronteiras da violação às garantias democráticas e mergulhou de cabeça no bas-fond da roubalheira do Erário. Aí já ficou demais. É como o sujeito que em vez de tirar o calção de banho dentro da piscina, para ninguém ver, sobe no trampolim para mostrar a todo mundo que está nu.
Há um ano, a porção da comunidade internacional que se considera mais civilizada e mais apta a decretar regras de comportamento para as demais festejava a “vitória da democracia” no Brasil. Que sorte para o planeta, não? O perigo do “populismo de direita” foi derrotado. O amor venceu. O Brasil “voltou”. Não contavam com a astúcia do ministro Dias Toffoli. Em apenas um ano, com a sua inédita sucessão de sentenças em favor da ladroagem e dos ladrões, ele conseguiu demolir toda essa conversa. Eis o Brasil, por sua conta, colocado entre os países sem lei, sem códigos morais e sem vergonha que fazem parte da face escura da humanidade.
A destruição do STF como uma casa de respeito já era obra avançada, com o teto e as paredes no chão, pela atuação do ministro Alexandre de Moraes. Ele, com o STF atrás de si, aboliu os direitos civis que estão na Constituição para instalar uma ditadura penal no Brasil — aberração que transformou o Supremo em delegacia de polícia destinada a reprimir adversários políticos do regime atual.
Mais dia, menos dia, a sua vez vai chegar. Moraes tem tudo para acabar no noticiário da imprensa internacional como uma dessas figuras de Terceiro Mundo que aparecem, de tempos em tempos, como sucessores de Idi Amin quando o ditador de Uganda, nos anos de 1970, entrava em sua personalidade de magistrado.
No intanto, Toffoli chegou antes. A insegurança jurídica criada nos últimos anos pelo STF, na qual ninguém sabe qual é a lei que está valendo hoje, superou as fronteiras da violação às garantias democráticas e mergulhou de cabeça no bas-fond da roubalheira do Erário. Aí já ficou demais. É como o sujeito que em vez de tirar o calção de banho dentro da piscina, para ninguém ver, sobe no trampolim para mostrar a todo mundo que está nu.
A verdade sobre o alto Judiciário no Brasil, conhecida aqui dentro, mas escondida nesse tempo todo pela mídia internacional de primeira linha, veio à luz do sol da pior maneira possível para o STF. O Financial Times de Londres, que funciona como um boletim de comportamento para governos e nações de todo o mundo, publicou uma exposição 100% objetiva, competente e arrasadora sobre a atual disparada da corrupção no Brasil — e o papel essencial que Toffoli e o STF exercem nesse conto de horror.
É muito ruim, porque o Financial Times está entre a meia dúzia de veículos de imprensa que são lidos em salas de diretoria, reuniões de ministros do Primeiro Mundo e os gatos mais gordos da alta burocracia global.
É acompanhado nos departamentos de marketing e pelos fiscais mais severos da obediência ao politicamente correto. Enfim, para resumir a ópera: está entre as leituras preferidas da turma de Davos que deixa Lula, a ministra Marina e a direção do PT sempre tão agitados. Pior que tudo, talvez, uma matéria publicada ali serve como uma espécie de “liberou geral” para a elite da mídia globalizada. Saiu no FT? Então pode sair em qualquer lugar.
Notícia publicada no jornal Financial Times (5/2/2024): “Supremo Tribunal Federal ordena investigação de grupo anticorrupção”. Está tudo ali. A anulação da multa de R$ 10 bilhões da J&F e de R$ 3,8 bilhões da Odebrecht que, por força de acordo judicial, as duas empresas se comprometeram a pagar para seus diretores não serem presos pelo crime de corrupção ativa. Toffoli, sozinho, cancelou as duas, de modo que os réus confessos nem foram para a cadeia nem pagaram o que tinham de pagar. É citado o relatório da Transparência Internacional que rebaixou o Brasil em dez posições na lista dos países mais corruptos do mundo em 2023, sua pior colocação desde 1995 — e que cita nove vezes o nome de Toffoli.
O artigo revela a destruição dos sete anos de luta contra a corrupção feita pela Lava Jato. Cita os 2,2 mil anos de sentenças de prisão anulados em favor dos 165 ladrões condenados. Menciona a anotação que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos fez sobre a ladroagem da Petrobras nos governos Lula-Dilma – segundo os americanos, o maior caso de propina já registrado na história. Revela aos leitores mais qualificados do mundo que Toffoli foi advogado do PT antes de ser nomeado por Lula para o STF. Informa que o ministro Cristiano Zanin foi advogado pessoal do mesmo Lula.
É um desastre com perda total. “Graças às decisões de Toffoli, o Brasil tornou-se um cemitério de provas de crimes que geraram miséria, violência e sofrimento humano”, diz o Financial Times, citando o texto da Transparência Internacional. “O país está se tornando cada vez mais, aos olhos do mundo, um exemplo de corrupção e de impunidade”. O jornal informa também qual foi a reação do ministro diante do relatório: mandou investigar criminalmente a entidade, com base numa notícia patentemente falsa, e já enterrada há muito tempo, sobre ilegalidades imaginárias que teria praticado no Brasil. É uma das regras de ouro da filosofia penal do já citado Idi Amin.
“Nós aqui temos liberdade de expressão”, dizia ele. “O que não podemos garantir é a liberdade de quem se expressa”. É o puro STF do Brasil de hoje, só que de efeito real equivalente a três vezes zero.
A Transparência Internacional tem sede em Berlim, na Alemanha. Não pode ser indiciada, desmonetizada ou presa por Alexandre de Moraes e sua Polícia Federal. É uma perfeita palhaçada. A tempestade que se anuncia
Tribuna Livre
Senador Alan Rick, pré-candidato ao Governo do Acre pelo Partido Republicano é o nosso convidado no programa Tribuna Livre, desta segunda-feira, após o Roda Viva, na TV Rio Branco-Rede Cultura. Apesar da parceria entre PL e a federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, ele ainda alimenta a esperança de uma aliança com o senador Marcio Bittar (PL), candidato à reeleição. Alan foi eleito pelo União Brasil, antigo DEM, que já foi PFL, que veio da dissidência da Arena. Bittar foi eleito pelo MDB, mas há quatro anos, os dois estavam no União Brasil.
Aliança formada
A direção nacional do Partido Liberal (PL) apoia aliança política com a federação União Progressista no Acre, composta pelo PP e União Brasil. Por isso, o senador Márcio Bittar (PL) deverá integrar uma chapa conjunta ao lado do governador Gladson Cameli PP), da vice-governadora Mailza Assis, que é pré-candidata ao governo) e de um vice a ser indicado pelo MDB.
Vai para outro partido
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, sentindo que não haverá clima para ele ser candidato ao governo pelo PL, deve ir para o Avante. A definição do novo partido deve ser anunciada na próxima semana, provavelmente até sexta-feira. Tudo como mais bolsonarista entre os três candidatos de direita que tem chances de vitória, Bocalom já entre de corpo e alma na pré-campanha do senador Flavio Bolsonaro à Presidência da República.
Outra vez
A exemplo do que ocorreu em 2024, quando teve que sair do PP e se filiar ao PL, o prefeito Tião Bocalom á sabe que terá que fazer a mesma coisa outra vez. O acordo firmado entre a direção nacional do PL com a federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, praticamente inviabiliza sua candidatura ao governo. Claro que PL prioriza a reeleição do senador Marcio Bittar, afinal, aos partidos grandes o que mais interessa é ampliar bancada na Câmara Federal e no Senado.
Prejudicial
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac), empresário Assuero Veronez, entende que a cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) pode gerar impactos financeiros e influenciar a logística de parte dos pecuaristas acreanos. Diz ainda que haverá prejuízo para os produtores que trabalham com integração entre fazendas localizadas em diferentes estados.
Bitributação
Ainda segundo Veronez, os proprietários que transferem animais aqui do Acre para outra propriedade do mesmo dono, sofrerão prejuízo. Em tese, esses animais serão tributados ao sair do estado e depois novamente no abate, em outro estado. A pecuária acreana vive um novo patamar, com valorização do bezerro, avanços em genética e manejo e desafios ligados à fiscalização e ao mercado.
Justificativa
Ainda assim, Assuero Veronez reconhece que o Estado também tem sua justificativa. “Esses animais foram criados aqui e, quando saem para serem abatidos em outro local, o ICMS que estava diferido deixaria de ser recolhido no Acre. O Estado entende que isso poderia representar uma perda de arrecadação”, explicou. Assuero destaca que o impacto atinge uma parcela pequena de produtores, mas pode alterar decisões estratégicas.
Sangue novo na política
Nossa principal entrevista de sexta-feira, 20, no programa Boa Noite Rio Branco, na TV Rio Branco-Rede Cultura, foi com o jovem advogado Virgílio Viana, filho do ex-governador e ex-senador Tião Viana. Legítimo herdeiro político de Tião Viana, Virgílio é pré-candidato a Deputado federal pelo Partido Verde (PV) e tem muitas ideias para ajudar a mudar, pra melhor, as condições de vida dos acreanos, notadamente dos que precisam de apoio do poder público.
Capacitado
Nesse momento em que a política brasileira atravessa profundo desgaste e falta de credibilidade, o surgimento de nome novo, como ideias novas, como é o caso de Virgílio, pode ser uma opção aos que perderam o encanto com a política. Nesse cenário, o herdeiro político de Tião Viana pode fazer a diferença e ser uma revelação na disputa por uma das oito vagas do Acre na Câmara Federal. Na entrevista, ele demonstrou carisma, humildade e profundo conhecimento sobre os problemas do nosso povo.
Duro sem perder a ternura
Durante a entrevista, Virgílio relatou sua visita a alguns municípios acreanos e diversas comunidades em Rio Branco. Fez críticas aos nossos governantes, mas com elegância e respeito. Ele lamentou o fato de muitas pessoas, sobretudo jovens, terem buscado oportunidade de trabalho em outros estados. Destacou também o legado do PT e outros partidos de esquerda que governaram o Acre por 20 anos. Nas críticas pontuais que fez ao governo estadual, ele foi duro, mas sem perder a ternura.
Repercussão
A repercussão da entrevista da entrevista de Virgílio ao programa Boa Noite Rio Branco, na noite de sexta-feira, 20, foi excelente. Tal fato comprova que ele aproveita o legado do pai e usa bem as redes sociais, sobretudo o Istagram. Com aval dos pais e dos demais familiares, Vergílio se empena de corpo e lama para obter um mandato eletivo e ter meios para lutar por mais justiça social e defender a causa ambiental
Emoção na internet
Um vídeo que ele fez ano passado, emocionou milhares de acreanos, no qual Virgílio relembra um episódio de sua infância durante um Natal no Palácio Rio Branco. O que muitos classificam como uma peça de marketing, foi, no fundo, um retrato fiel de quem, na naturalmente, se preocupa com o ser humano. Diante da humildade e da dignidade de um homem em situação de rua, fez um menino aprender, desde cedo que política não é, ao contrário do que muitos imaginam, sobre poder, mas sobre ser humano.
Homenagem e rebaixamento
Acadêmicos de Niterói, a escola que prestou homenagem ao Presidente Lula da Silva, foi rebaixada do Grupo Especial do Carnaval-2026 do Rio de Janeiro. A escola apresentou o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” e gerou polêmica e acusações, por parte de críticos que caracterizam como propaganda eleitoral antecipada e de ataques a setores conservadores.
Crime eleitoral e ataques
Políticos de oposição ao governo federal repercutiram o rebaixamento nas redes sociais. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) escreveu: “Que venham muitas derrotas mais neste ano para o Lula e para o PT”. O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou um versículo bíblico: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois tudo o que o homem semear, isso também colherá” (Gálatas 6:7). Ele também vê prática e crime eleitoral.
Algo em comum
São Paulo tem algo em comum com Acre. Por aqui, ninguém do PT se arrisca a ser candidato ao governo, em São Paulo também. A direção nacional do PT procura um nome forte de partidos aliados para tentar evitar a reeleição do governador Tarciso der Freitas, ainda no Partido Republicano, mas pode ir para o PL. No Acre, o PT aposta no doutor Thor Dantas, do PSB, para evitar que o governador Gladson Cameli (PP) seja eleito senador e eleja Mailza Assis como sucessora.

