Publicado em 20/02/2026
A comissão organizadora do Carnaval de Rio Branco aceitou, nesta quinta-feira (19), o recurso apresentado pelo bloco Unidos do Fuxico contra o resultado do concurso de blocos carnavalescos de 2026. A decisão foi tomada após reunião com representantes das agremiações, mas a classificação oficial segue indefinida até o julgamento final do pedido.
De acordo com o secretário municipal de Comunicação, Ailton Oliveira, o recurso foi acatado, porém o resultado divulgado anteriormente permanece válido até a análise definitiva. “Teve uma reunião, o recurso do Unidos do Fuxico foi acatado, mas não mudou o resultado ainda. Vai ser julgado”, explicou.
Contestação ao resultado
O resultado do concurso foi anunciado na noite da última terça-feira (17), quando o bloco “6 é D+” foi declarado campeão com 59,2 pontos. O Unidos do Fuxico ficou em segundo lugar, seguido pelo Sambase, em terceiro.
A premiação prevista no edital é de R$ 20 mil para o campeão, R$ 10 mil para o segundo colocado e R$ 6 mil para o terceiro.
Após a divulgação do resultado, o Unidos do Fuxico protocolou recurso alegando descumprimento do regulamento quanto ao tempo de retirada das alegorias do circuito carnavalesco. Segundo o edital, os blocos teriam até cinco minutos após o desfile para remover carros alegóricos e adereços, sob pena de perda de um ponto a cada cinco minutos de atraso.
O que diz o bloco
Em entrevista ao portal, o presidente do Unidos do Fuxico, Aryson Fernandes, confirmou que o recurso foi deferido durante reunião com representantes dos blocos e da organização do evento.
Segundo ele, o pedido se baseia estritamente nas regras previstas no regulamento da competição e questiona a retirada de alegorias pelo bloco inicialmente declarado campeão. Fernandes afirmou que, com a decisão preliminar, foi apresentado um novo enquadramento de posições, mas ressaltou que ainda há prazos e possíveis medidas administrativas a serem observados.
“Após o desfile, o bloco teria que retirar as alegorias do circuito no máximo em cinco minutos. Se passasse desse tempo, a agremiação era penalizada a cada cinco minutos com um ponto. Então foi nessa questão aí que eles perderam. Aí fica a critério da outra agremiação, se vai querer recorrer alguma coisa, se vai tomar as medidas deles”, declarou.
O dirigente também explicou que a entrega da premiação depende da conclusão do processo administrativo. “A entrega da premiação ainda vai depender da tramitação burocrática e do encerramento do recurso”, afirmou.
Sobre o sentimento do grupo, Fernandes destacou o alívio após a decisão preliminar. “O sentimento é de alívio também. Porque, por mais que nós tenhamos protocolado o recurso em cima do edital, sem se questionar nada da nota, nós ficamos com aquela sensação de que algumas das notas não foram coerentes. Quem assistiu sabe”, disse.
A reportagem tentou contato com o presidente do bloco 6 é D+, mas não obteve retorno até a última atualização.

