sncAcreBlack-14-06-2012
 
 
 
 
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Em protesto, professores denunciam precariedades do ensino da Ufac

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O Ministério da Educação se negou a negociar com a categoria e diz que não negocia com profissionais em greve

 

Professores, alunos e comunidade se reuniram na manhã desta segunda-feira (28) em frente ao senadinho, centro da cidade, com o objetivo de esclarecer a sociedade os reais motivos da greve das instituições de ensino federais.

Na manhã de ontem, a categoria esperava um posicionamento do Governo Federal, tendo em vista que o comando nacional da greve se reuniria com representantes do Ministério da Educação em Brasília. Porém as expectativas foram frustradas após o governo federal se mostrar irredutível e persistente em não negociar com profissionais em greve.

A negativa do ministro da Educação Aloizio Mercadante sobre as reivindicações dos professores federais foi mais uma das causas que motivou professores, alunos e pessoas que aderiram o movimento se reunirem e em uma só voz exigir melhorias nas condições de trabalho e, principalmente, a adesão do plano de carreira que tem como objetivo amparar os professores durante sua vida acadêmica e aposentadoria.

O ato público aconteceu simultaneamente em todas as universidades federais que aderiram a greve. De acordo com os dados do comando regional da greve, hoje cerca de 48 universidades já se encontram paralisadas e mais instituições conversam para também aderirem ao movimento. Na capital, mais de seis mil alunos se encontram sem aulas, Gerson Albuquerque, representante do comando regional da greve, enfatiza que o caos instalado nas instituições federais é de responsabilidade única do governo federal.

De acordo com a categoria, o movimento é uma proposta de melhoria no ensino público, gratuito e de qualidade. Gerson enfatiza que a prioridade é o plano de carreira: “ O governo, quando anunciamos a greve, nos apontou um aumento de 4%, valor que não foi pautado por nós. O que nos motiva para irmos às ruas e sensibilizar a sociedade é plano de carreira e melhorias na estrutura física de cada universidade”.

O professor vai ainda mais além e denuncia os serviços dentro da faculdade. Os restaurantes universitário são cenários de fila quilométricas, em alguns curso não tem como tirar xérox, a biblioteca é precária em acervo de livros. De acordo com  Gerson, programas governamentais facilitaram a entrada de estudantes em universidades federais, mas o Estado não ministrou melhorias no oferecimento desse ensino.

“ A realidade das universidades federais é sala lotada, escassez de professores, cursos sem laboratórios para exercitar a teoria dada em sala de aula. Ainda, banheiros sujos,falta de bebedouros e quantidade de bolsas insuficientes e inadequados para atender a quantidade de alunos nos cursos novos e antigos”, denuncia Gerson Albuquerque.

Durante o manifesto público nacional, panfletos que explicavam as reivindicações da categoria eram entregues a quem passasse no local. Faixas e carro de som também foram ferramentas usadas para chamar a atenção da sociedade para a causa defendida pelos professores.

No panfleto consta “Os professores federais estão em greve em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. Uma carreira digna que reconheça o importante papel que os docentes têm na vida da população brasileira.
Ainda na nota à sociedade acreana emitida pela categoria, consta dados importantes em que se compara os salários dos professores a outros servidores federais.

Os professores federais insistem na valorização da carreira e esperam ter uma resposta do governo federal que se encontra irredutível em relação às propostas da categoria. O movimento responsabiliza e define o governo federal de intransigente, pois de acordo com o comando regional da greve,o governo federal por intermédio do Ministério da Educação se nega a negociar com os professores.

Perguntando sobre o destino das negociações, o professor Gerson Albuquerque, esclarece que os professores estão abertos ao dialogo e negociações e quem se mostra inflexível é o governo. “ Nossas reivindicações não são válidas apenas para professores, mas também para as melhorias no âmbito universitário que sem encontra em precariedade. Enquanto não houver um posicionamento do governo, nós manteremos a paralisação”, finaliza.




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